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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

O Blog trata de brincadeiras artísticas, escola, paradadegonta e bisbilhotices. Costumo dizer "arte sem arte é uma nova forma de arte". Dizer o que vai na alma ..é sentir o que me rodeia. email: ag_silva@hotmail.com

Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

O Blog trata de brincadeiras artísticas, escola, paradadegonta e bisbilhotices. Costumo dizer "arte sem arte é uma nova forma de arte". Dizer o que vai na alma ..é sentir o que me rodeia. email: ag_silva@hotmail.com

Fragmentos da Discórdia (avaliação de professores)

Esta política educativa é um jogo de máscaras com os actores de costas voltadas.

Atente-se na lúcida análise de Matias Alves:

Para compreender o facto evidente de um grande número de professores (ninguém sabe ao certo quantos, que percentagem....) estar desalentado, esgotado, descrente e descontente, é preciso lembrar um conjunto de decisões que intensifcaram, desautorizaram, retiraram direitos e limitarem severamente as expectativas profissionais. A saber, ao longo desta legislatura:

i) a criação da ideia (falsa e alimentada pelos círculos do poder) intensamente mediatizada de que os professores trabalharam muito menos horas do que os colegas europeus;
ii) a imputação implícita de que os professores eram os principais responsáveis do abandono e do insucesso;
iii) a generalização da ideia de que os professores tinham um salário muito acima da média da UE (uma generalização também falsa);
iv) aumento da carga lectiva dos professores do ensino secundário (num contexto em que o exercício profisional é muito mais complexo);
v) eliminação da redução de tempo lectivo quando se atinge 40 anos de idade, diferendo-a para os 50 anos;
v) prolongamento da idade de aposenteção num contexto em que ser professor é muito mais desgastante;
vi) aumento da presença obrigatória dos professores nas escolas mesmo que não tenham objecto, nem condições de trabalho, de modo que um nº indeterminado de professores se sente prisioneiro de um sistema desumana;
vii) aumento obejctivo do tempo global do horário de trabalho, havendo picos em que se chegam às 50 e 60 horas semana;
viii) redução administrativa do vencimento da grande maioria de professores em termos da progressão na carreira;
ix) desautorização real e simbólica dos professores generalizando e enfatizando casos e situações de desprofissionalismo;
x) exigência de exercício de papéis e funções próprias de auxilares da acção educativa, numa lógica de proletarização docente;
xi) fractura das identidades profissionais.
xii) implementação de um sistema de avaliação insensata e irresponsável que lançou a mais completa desordem.
xiii) a catadupa de normas e legislação diversa publicada fora do tempo aconselhável.

Com isto não quero rasurar medidas e aspectos positivos. Não quero branquear comportamentos docentes indignos. Mas os climas que se vão vendo não pode deixar de nos interpelar e encontrar as explicações possíveis.


In http://www.terrear.blogspot.com/

 

 Quem fala assim....

 

Contribuição do Arte por um Canudo 2

 

Simplex ou Complicadex?

 

E as recomendações do CCAP?

 

Burocracia (avaliação dos professores)..

 

Pela desburocratização..

 

Incertezas do ensino..2?

 

e muitos mais...não poderia estar calado porque há muito tempo que a burocracia e a forma como estão a ser tratados os assuntos da educação incomodam. Não basta os senhores do ME dizer que a avaliação dos professores é para aumentar a qualidade do ensino e imporem um modelo que todos sabem que é demagógico, burocrático e meramente economicista. Este modelo não traz melhorias à escola e muito menos às aprendizagens dos alunos, burocratizam o papel do professor fazendo-o gastar energias e rios de horas em  pilhas de papeis que podiam muito bem ser aproveitadas em melhorias, nomeadamente em materiais pedagógicos ou em reflexão das actividades educativas. Assim não vamos lá..

Convocatória dos membros da C.F. de 2007

 

 

A comissão de festas de 2008, reunida no dia 23 de Fevereiro de 2008, na sede da Junta de Freguesia pelas 16horas, decidiu após alguma reflexão sobre o caso fazer a seguinte convocatória.

 

COMISSÃO DE FESTAS DE SANTA ANA – 2008

1,2,3 E 4 DE AGOSTO – PARADA DE GONTA

 

CONVOCATÓRIA

   

            A Comissão de Festas de Santa Ana 2008, solicita a disponibilidade dos responsáveis da Comissão de festas de Santa Ana do ano anterior, 2007, para uma reunião a realizar no dia 8 de Março de 2008, pelas 16 horas, nas instalações da Junta de Freguesia.

 

Ponto únicoTendo sido tornado público, pela Comissão de Festas de 2007 que os lucros auferidos pela realização dos festejos daquele ano, revertiam para a Comissão de festas do ano seguinte, vem a Comissão de Festas 2008, pretender saber se ainda se mantém tal propósito, uma vez que até à presente data ainda não foi entregue qualquer montante.

 

  

Parada de Gonta, 23 de Fevereiro de 2008

Pela Comissão de Festas 2008

Instrumentos de registo

 

Já começam a aparecer os instrumentos de registo para avaliação de professores, graças a algumas pessoas que partilham o que fazem. É bom que assim seja e que hajam pessoas assim.

São intrumentos de avaliação que se partilham para quem quiser utilizar ou modificar de acordo com as caracteristicas da sua escola. 

Deixo o link de blogs que têm imensos recursos para partilha.

 

http://ramiromarques.blogspot.com/

 

http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/

 

http://www.terrear.blogspot.com/ 

 

Depois também colacarei aqui os que foram feitos pelo meu Agrupamento de Escolas.

 

Processo Avaliação de Professores

Texto chegado por via e-mail da preocupação do Agrupamento de Escolas de S.Julião da Barra-Oeiras. A preocupação é de todos e este texto vem no seguimentos das dezenas e dezenas, que se vão manifestando contra este processo que por si só se tornou o erro politico de chacota educativa.
Texto aprovado pelo Conselho Pedagógico
do Agrupamento de Escolas de S. Julião da Barra
reunido a 13 de Fevereiro de 2008
O Conselho Pedagógico (CP) analisou a situação criada pelo Ministério da Educação (ME) ao decidir a implementação da Avaliação do Desempenho Docente (AAD), a partir de Janeiro de 2008.
Entendemos que esta matéria deve ser analisada de um duplo ponto de vista:
A) Considerando a filosofia política subjacente a esta estratégia ministerial, e avaliando-a através da nossa experiência de ensino e da nossa formação científica e deontológica;
B) Considerando os dados objectivos impostos por um fluxo legislativo ininterrupto, donde se destacam o ECD (Estatuto da Carreira Docente) e o Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Fevereiro, com todos os despachos, recomendações e observações anexas que diariamente nos chegam.
A) Considerando a filosofia política subjacente à estratégia ministerial, e avaliando-a através da nossa experiência de ensino e da nossa formação científica e deontológica,
1) - É nosso parecer que este modelo de ADD está em absoluto desacordo com a dinâmica organizacional da escola. É um modelo desmedidamente burocrático, orientado para a competição entre pares, em vez de favorecer o trabalho de equipa (mau grado os itens que aparecem nesse sentido), previsto para a avaliação empresarial. Conduzirá, inevitavelmente, ao prejuízo do ensino (na óptica dos professores) e da aprendizagem (na óptica dos alunos). Acrescenta ao trabalho docente uma sobrecarga de burocracia que nos impedirá de estudar, de preparar correctamente as aulas, de acordo com as turmas e os perfis dos alunos, de colaborar com outros colegas, a não ser nas hipóteses teoricamente previstas para a avaliação, que nos coagirá a modelos de planificação e preparação de aulas intermináveis e não exequíveis na prática.
2) - A própria avaliação dos alunos estará submetida a metas prévias que correspondam aos perfis de desempenho indicados pelo ME. Sem que tal signifique uma voluntária «tolerância» para atitudes e aproveitamentos menos exigentes, a própria sobrecarga de trabalho que sobre os professores recairá, terá como consequência inexorável uma menor capacidade de execução no que toca ao desenvolvimento dos programas (que, curiosamente, se mantêm, no meio de tanta reforma pedagógica…) e das actividades que promovam uma avaliação contínua e personalizada.
3) - Devemos ainda salientar que tudo indica que os nossos horários não venham a ser aliviados para corresponder a estas solicitações burocráticas. O efeito óbvio será a criação e divulgação de «modelos únicos» de trabalho, ou seja, uma espécie de aplicação didáctica por sebentas/receitas, conduzindo previsivelmente à desigualdade da sua aplicação, dada a heterogeneidade dos alunos e das turmas.
B) Os dados que presidem actualmente à implementação do processo de ADD apontam todos para falhas importantes que obstam a uma execução correcta.
1)                        Falta de suporte legal:
§      Inexistência do despacho de delegação de competências do Coordenador de Departamento noutro professor titular (n.º 2 do art.º 12.º);
§      Inexistência do despacho de indicação das ponderações dos parâmetros de classificação (n.º 2 do art.º 20.º);
§      Inexistência do despacho conjunto de estabelecimento de quotas (n.º 3 do art.º 21.º);
§      Inexistência da portaria que estabelece os parâmetros classificativos da avaliação a realizar pela Inspecção (n.º 4 do art.º 29.º);
§      Inexistência de informações sobre o posicionamento dos professores na carreira docente em virtude da aplicação do Novo Estatuto da Carreira Docente e do Decreto-lei nº 200/2007, mormente quanto à situação dos docentes situados nos últimos escalões da carreira de professor titular;
§      Inexistência de um Conselho Científico a quem competirá a formulação das recomendações para a avaliação dos professores (nº 2 do Artigo 6º). Este Conselho não foi constituído, havendo apenas quanto a essa matéria:
— O Decreto regulamentar nº 4 de 2008 de 5 de Fevereiro que o institui, e segundo o qual o Conselho deverá estar constituído no prazo de 60 dias a contar da data de publicação (ou seja, no início do 3º período);
— Uma presidente nomeada que emitiu recomendações no sentido de as escolas montarem um processo muito cuidadoso, negociado, assistido pela devida Formação e, sobretudo, fixarem as metas quantitativas, depois daspróprias recomendações do conselho, dada a complexidade de todo o processo.
2)                        Falta de Formação:
§     O nosso Agrupamento já em Setembro inventariou esta necessidade como prioritária, tendo-a então comunicado ao Centro de Formação da sua área.
§     É notória a falta de oferta de formação sobre este tema, em todos os centros de formação próximos. A título informativo, referimos que a única formação sobre esta matéria conseguida por docentes da Escola Sede foi paga pelas professoras e implica o seu deslocamento a Sacavém…
3) Falta de dados básicos essenciais:
§     Uma avaliação do anterior sistema de avaliação de desempenho docente que aponte deficiências e forneça indicadores a ter em consideração na implementação deste.
§     A definição exacta do conceito de abandono escolar(muito diferente conforme se considerem os ciclos de escolaridade obrigatória ou o ensino secundário).
§     A definição exacta do que se pretende com melhoria dos resultados escolares e dos respectivos cálculos. Saliente-se que os últimos dados tratados e publicados datam de 2004/05 (IGE).
§     O próprio preenchimento das fichas não é claro, porque não estão definidos os respectivos critérios e ponderações; as quotas a atribuir não estão definidas.
4) Falta de condições mínimas relativas à organização interna da escola:
§     Não se vê como será possível agendar para o terceiro período, em simultâneo com toda a vida normal da escola, a assistência a aulas de professores contratados por professores avaliadores, que desde o início do ano lectivo têm que cumprir um horário completo normal.
Perante esta situação, que fazemos? Deixamos de funcionar na escola e abandonamos os alunos?
Para já, devemos sublinha que todo o tempo, energia e disponibilidade até hoje gastos para tentar montar este “aborto” organizativo se tem reflectido negativamente no trabalho normal da escola — foi feito à custa da qualidade das aulas e da atenção prestada aos alunos, sem falar do tempo roubado à vida pessoal dos professores.
5) Falta de condições de planeamento:
Não se entende como se faz cair, a meio do ano, numa organização como é este Agrupamento de 5 escolas, cujo planeamento se iniciou em Setembro (Projecto Curricular de Escola e PAA) e há dois anos (Projecto Educativo do Agrupamento), um conjunto de directivas e normas que alteram completamente as suas regras de funcionamento.
6) No que toca à Educação Especial:
·     A situação é particularmente grave, já que se levantam questões, relacionadas com as práticas específicas destes professores, que não estão previstas nas fichas de avaliação, tornando impossível a sua aplicação.
·     Acresce a esta situação uma legislação desarticulada e frequentemente contraditória, como se pode verificar pela perturbação trazida pelo decreto-lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro, que dificulta gravemente qualquer orientação minimamente consistente em todo processo.
Resumindo: Estamos a arriscar as aprendizagens dos alunos, empenhando as nossas energias num projecto que nos prejudica como professores e prejudica a própria escola como organização.
C) Outros Dados:
Acrescentamos que o facto de recentemente ter sido anunciado pela Ministra e pelo SE Jorge Pedreira que os prazos intermédios de cumprimento impostos pelo Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Fevereiro ficariam a cargo das escolas, em nada altera a decisão ministerial de a avaliação começar no 3º período (a valer pelo ano lectivo 2007/08…). Se a Senhora Ministra considera que esta questão da execução dos prazos é meramente «técnica», os professores agradeceriam informações técnicas para a sua resolução.
Assim sendo, o Conselho Pedagógico continuará o trabalho já iniciado de reformulação dos documentos de projecto do Agrupamento e de produção de instrumentos de recolha de dados para a Avaliação do Desempenho Docente, fazendo depender esse trabalho da resolução das situações irregulares atrás mencionadas e procurando nunca sacrificar a um tal processo o funcionamento da própria Escola e do trabalho com os alunos, dado que é essa, verdadeiramente, a nossa missão.
Considerando ainda que a maioria dos Departamentos subscreveu o texto abaixo transcrito, o Conselho Pedagógico entende comunicar a sua posição ao Conselho Executivo, à Assembleia de Escolas do Agrupamento, às Associações de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento/Escolas, à Câmara Municipal de Oeiras e ao Ministério da Educação.
Reservamo-nos ainda a liberdade de divulgar a nossa posição publicamente.
O Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas de S. Julião da Barra - Oeiras, reunido a 13 de Fevereiro de 2008.
 
Guião para a análise da legislação sobre a
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE
31. Janeiro. 2008
*  Os Coordenadores de Departamento querem levar ao Conselho Pedagógico (CP) a opinião da Escola sobre todo este processo. Não querem perder a confiança que neles foi depositada pelos Colegas que os elegeram para os representar. Continuamos a reger-nos pelo DL 115-A/98. Não fomos ainda nomeados por um Director, como está previsto no diploma que ainda não saiu. Lamentamos vir sobrecarregar-vos com mais uma reunião /Ponto de Ordem de Trabalhos, mas é indispensável que obtenhamos a vossa opinião sobre esta matéria, que será discutida num CP extraordinário expressamente convocado para o efeito, a realizar depois do Carnaval.
*  O grupo de trabalho que apoia a Secção de Avaliação do CP tem vindo a estudar atentamente todas as directivas emanadas do Ministério da Educação, sob formas diversas:
*           Decretos-lei / regulamentares contraditórios entre si, e abusivamente utilizados por meras medidas economicistas (vide as orientações da DGRHE sobre os Coordenadores de Departamento, que deveriam passar a ser os constantes na lei 200/2007 – Concurso para Titulares – quando a mesma diz expressamente que essa distribuição é unicamente para efeitos desse concurso);
*           Recomendações de um conselho científico formado por um único membro (a Presidente);
*           Fichas supostamente elaboradas por esse conselho científico que retomam as divulgadas no sítio da DGRHE em Outubro último e depois retiradas, para serem depois reeditadas às 23.30h de 6ª feira, dia 25, … a lista é longa.
*  Sobre as grelhas, em especial, salienta-se que as tais «recomendações genéricas» assinadas pela dita presidente, foram conhecidas na manhã do dia 25 e as grelhas apareceram menos de 24h depois. Se acrescentarmos a este perturbador elemento a declaração da mesma senhora, até agora o único membro do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, feita em Guimarães, perante dezenas de docentes, na sua 1ª intervenção pública depois de ter sido conhecida a sua nomeação, e segundo a qual «não pode responder às dúvidas dos professores sobre como serão avaliados e quem irá avaliar os avaliadores» e que quem implementa o processo de avaliação é a Direcção Geral dos Recursos Educativos, talvez seja útil interrogarmo-nos sobre a responsabilidade da autoria das ditas grelhas e sobre a sua efectiva responsabilidade neste processo …
*  Há, portanto, motivos de sobra para nos inquietarmos não só sobre a legalidade de todo este processo, como também sobre as condições da sua execução, por muito legal que fosse. O Fórum da DGRHE está cheio de perguntas por responder ou mal respondidas, feitas pelo Conselho Executivo (CE) de várias escolas de todo o país, de que se citam alguns exemplos, cuja perplexidade partilhamos:
*           Os Coordenadores de Departamento são avaliados pelo Presidente. do Conselho Executivo e por um Inspector; os objectivos individuais são fixados, por acordo entre o avaliado e os avaliadores; até ao dia 25 de Fevereiro devem ser fixados os objectivos individuais. Perguntas:
     -A) Quem convoca o Inspector para a reunião de fixação dos objectivos?
     -B) Terá a IGE capacidade de resposta para, no prazo de 10 dias, procederem ao legislado?
*           Dado que toda a componente não lectiva dos professores está ocupada com actividades várias (AA, APAs, Clubes, etc.) e que a componente de trabalho individual deve servir para a preparação da componente lectiva, QUANDO poderão os professores titulares avaliadores (Coordenadores ou Delegados) desenvolver as actividades de preparação, observação e reflexão relativas a todos os parâmetros classificativos dos professores avaliados e da sua própria avaliação? Que fazer aos alunos que estão a ser seguidos por esses professores, em especial os dos APAs de LPO e MAT?
*           Como é possível cumprir prazos, tendo em conta o trabalho diário dos professores?
*           A avaliação de desempenho realiza-se no final de cada período de cada 2 anos. A ser possível cumprir os prazos dados, o processo de avaliação dos Professores ficará comprimido no 3º período:
- A) Como é possível operacionalizar a observação/avaliação de todos os professores em apenas um período lectivo?
- B) A realizar-se a avaliação em apenas um período lectivo, como se cumpre o período de dois anos escolares referidos no art.º 5º do Decreto Regulamentar 2/2008?
*           Os professores do 2º ciclo, que estão impedidos de leccionar o 3º ciclo vão poder ser avaliadores dos colegas desse ciclo?
*           Quando só existe um titular e não há possibilidade de delegar a avaliação, como é possível avaliar 20 professores ou mesmo mais?
*           Como pode um Conselho Executivo elaborar um calendário de observação de aulas deste ano lectivo, se ainda não existe publicação de diploma legal que estabeleça as regras de delegação de competências de avaliador?
*           As aulas a observar são de 45 ou de 90 minutos?
*           Já foi feito um estudo ao funcionamento de uma escola no exercício deste modelo, tendo em conta as actividades decorrentes da sua implementação, funcionamento, actividade lectiva, reuniões de rotina, reuniões de avaliação, intercalares, as novas intervenções da escola (Plano de Acção para a Matemática), Projecto “Promoção para a Saúde”, Plano de Leitura, Iniciativa "Escolas, Professores e Computadores Portáteis", Melhoramento dos resultados escolares, Redução do abandono escolares, Actividades constantes do Plano de Actividades de Complemento Curriculares e outras...)?
*  O último ponto da nossa preocupação deveria ser o primeiro, mas decorre dos dois anteriores: SERÁ TODA ESTA PRESSA (para os prazos, a definição de indicadores objectivos e parâmetros) BENÉFICA PARA OS ALUNOS? A resposta óbvia para nós é que os alunos têm sido a última das preocupações do ME e do Governo. Toda esta parafernália legal tem como único objectivo exibir estatísticas, quer seja de controlo do défice orçamental ou do sucesso escolar. Se o ME estivesse preocupado com a qualidade do ensino e as condições de aprendizagem nas escolas portuguesas,
*            não se daria ao trabalho de inventar fraudes como as Novas Oportunidades, em que se adquirem em 6 ou 5 meses as competências do ensino secundário,
*           não alteraria grosseiramente o Estatuto do Aluno para assoberbar os professores com mais papéis e exames para compensar as faltas, desautorizando o seu trabalho e, sobretudo,
*           não perturbaria constantemente o trabalho das escolas com uma catadupa legislativa, alterações constantes de regras a meio do ano lectivo, tanto no que ao nosso estatuto respeita como à organização e gestão da Escola,
*           não criaria “ghettos” para os Alunos com Necessidades Educativas Especiais, deixando de fora os casos verdadeiramente perturbadores de indisciplina e violência para os quais nenhuma solução é proposta,
*           não e reduziria o corpo docente do Ensino Especial e o do pessoal auxiliar,
*           não poria os professores sob a tutela das autarquias e dos Encarregados de Educação.
*  Todos sabemos que o nosso trabalho, as relações com os alunos e os Encarregados de Educação vem piorando de ano para ano. Os alunos não aprendem melhor, nós não ensinamos melhor, antes pelo contrário. E no entanto, parece que apesar de tudo os portugueses em geral entenderam que são os professores a última barreira contra a barbárie e a desonestidade, ao declararem, acima de todos os outros europeus, que confiam em primeiro lugar nos professores e em último, nos políticos. Porque somos nós que estamos no terreno. Porque somos nós que damos a cara. Porque somos nós que enfrentamos esta «cultura» do facilitismo, da falta de regras, da ignorância, de que os nossos governantes dão o primeiro exemplo.
*  Os professores do Grupo de Trabalho sobre a Avaliação do Desempenho Docente não recusam a sua tarefa. Mas querem fazê-la correcta e legalmente:
*           É impossível cumprir os prazos dados pelo Ministério da Educação.
*           É impossível trabalharmos na construção dos indicadores que devem orientar os objectivos individuais sem o tempo e o suporte legal correctos e a devida formação.
*           Não queremos prejudicar a Escola nem os nossos Alunos. Não nos estamos a furtar ao trabalho. Há mais de dois anos que antecipámos esta situação e estamos a trabalhar para uma avaliação interna da Escola, mas não nos são dados o tempo nem as condições de trabalho para retirar dos dados recolhidos as conclusões necessárias.
*           Não vamos deixar que a inépcia da Ministra e dos seus Secretários de Estado ponham em causa o nosso trabalho e o dos nossos Alunos. E não estamos sós: várias são as escolas que se têm revoltado contra este estado de coisas. Temos a obrigação, pela nossa honra profissional e pessoal, de declarar que não pactuamos com ilegalidades nem com atabalhoamentos políticos. A nossa Escola, os nossos Colegas e os nossos Alunos não podem ser reféns das ameaças que nos acenam. Não é assim que se trabalha.
*  Esta é, de uma forma geral, o nosso sentimento colectivo e é sobre esta situação que pedimos a vossa opinião, para vos podermos, realmente, representar no próximo Conselho Pedagógico.
Texto subscrito pela maioria dos professores em reuniões de Departamentos Curriculares da Escola E. B. 2,3 de S. Julião da Barra, Oeiras.
 

Simplex ou Complicadex (avaliação de professores)

 

Como bandeira de imagem do governo Socialista de José Sócrates, temos vindo a ser bombardeados pela actual equipa governativa com as medidas já alcançadas para a administração pública  do famoso pacote “Simplex”. Mas então o que se passa na educação?

A meu ver devia ser um bom principio para a Educação/escolas que continuam a ser muito pesadas na sua organização. Não basta aumentar as horas das escolas abertas, o aumento das cargas lectivas dos professores, o prolongamento dos horários dos alunos, as avaliações de professores e ainda afrontá-los em praça pública para que a escola por magia melhore a sua qualidade, as escolas continuam e cada vez mais a serem confrontadas com papeis e mais papeis, para justificar o que é injustificável, numa teia burocrática que mais parece um “Complicadex”. 

São toneladas de papel que se gastam e que podiam muito bem ser evitadas se não fosse a teia burocrática que existe e que precisa de se alimentar.

Já todos se aperceberam das várias vertentes atribuídas aos professores na responsabilidade dum aluno, até pode faltar ou negar-se a participar nas tarefas da escola, que continua a ser avaliado, porque o professor terá que fazer planos e mais planos para as várias situações para que ele possa progredir.

Como se não bastasse, vem agora o decreto regulamentar sobre avaliação dos professores criar ainda mais confusão nas medidas a adoptar. Já não bastam planos e mais planos, porque na avaliação do desempenho dos professores figuram uns parâmetros em que a progressão do aluno está relacionada com a progressão na carreira do professor.

Não são os professores que não querem ser avaliados como se pretende passar para a opinião pública, mas sim a forma como querem que ela seja feita. Não é como dizem que os professores progrediam sem avaliação, porque para que tal acontecesse era preciso frequentar acções em instituições de ensino superior ou outras instituições acreditadas pelo Ministério da Educação, serem aprovados nessas acções e ter os créditos necessários para o efeito. Estas acções não eram no horário normal do professor, mas sim em horário pós-laboral e principalmente ao Sábado. Eram muitas horas a frequentar as tais instituições que parece que ninguém se lembra. Depois ainda era preciso apresentar um relatório crítico do seu desempenho. Se isto não era avaliação então o que era? Andamos a brincar aos cucos.

Mas parece que para se chamar  avaliação dos professores é só o que pretende este Governo e o que se passou até agora foi uma brincadeira. Há 30 anos que os professores não eram avaliados, que grande mentira!

Avaliação como pensa este governo é estar condicionado pela passagem dos alunos. Para a confusão aumentar já não bastava este parâmetro estar contido na avaliação como ter outros em que os colegas se avaliam mesmo de disciplinas diferentes. É o país dos despachos/decretos  e estes até dão qualificações e sabedoria. Por magia decretada através de um decreto regulamentar pode um professor de uma certa disciplina dizer a outro de disciplina diferente, com larga experiência, que não faz “Correcção cientifico -  pedagógica e didáctica da planificação das actividades lectivas” e pode ser prejudicado por isso.

Aqui está outro imbróglio para arranjar instrumentos de registo e medida. Mais papeis. Como se vão fazer? Como se vão observar as aulas dum professor e dizer-lhe que a adequação das estratégias de ensino e aprendizagem aos conteúdos programáticos não estão correctas. Só por magia, porque não existiu qualquer formação, é que pode o professor avaliador ser uma pessoa isenta para poder avaliar o colega.

As escolas estão mergulhadas em papéis e o que realmente devia interessar eram as aprendizagens dos alunos, só que estas estão a ser relevadas para outro plano, porque os professores cada vez têm menos tempo para reflectirem sobre elas e estão cada vez mais preocupados em preencher papeis.

Para as escolas o Simplex... tornou-se um Complicadex.

 

 

 

Lettering-2008

Trabalho para identificação da capa - 6ºano e 5º ano

 

Lettering

O seu significado é o estudo da letra ou a forma como se representa a letra.

Tem algumas regras que devem ser seguidas:

1º - As letras podem ser Maiúsculas ou de Caixa Alta – A B C D ou minúsculas ou de Caixa Baixa – a b c d;

2º - Qualquer que seja o tipo e o tamanho das letras devemos sempre apoiá-las em duas linhas auxiliares conforme o efeito que pretendemos obter;

4º - Conforme o tipo ou forma da letra estas devem ter a mesma espessura e a mesma largura com raras excepções (i);

3º - Quando se forma uma palavra deve haver um espaço igual entre cada letra;

4º - Na pintura deve haver uma uniformidade para cada palavra, ou seja, letras com a mesma cor.

5º - Se a 1ª letra da palavra ou (nome) tem três cores, as outras letras da mesma palavra devem seguir o mesmo critério.

6º - Criatividade e originalidade é o mote.

 

Ver mais estudos de letra

32º Convívio do Grupo do Tacho

O 32º Convívio do Grupo do Tacho realizou-se na Sede da Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Parada de Gonta, no dia 09 de Fevereiro de 2008. Foi um convívio animado que serviu de despedida ao São José, que regressa ao Canadá para a sua labuta e para abrir a prenda que a Azoriana nos tinha enviado. Este convívio teve peripécias engraçadas que são mostradas no vídeo.

Do Grupo do Tacho para a Azoriana vão os nossos agradecimentos pela oferta do DVD Sociedade Filarmónica Recreio Serretense e também pelos poemas que nos enviou. Muito Obrigada Rosa Silva.

 

Desfile de Carnaval e Enterro do Entrudo em P. Gonta

Foram convidadas pela Junta de Freguesia de Parada de Gonta as Associações paradenses a participarem num desfile de Carnaval. Todos de acordo e a ACR “Os Amigos” comprometeu-se a fazer o programa e cartaz a anunciar o evento. Haveria desfile de Carnaval com carros alegóricos das Associações, um convívio com febras na brasa para os participantes e outros que se quisessem associar e depois o enterro do Entrudo. Parecia ser um dia em cheio até porque o S.Pedro queria ajudar e o tempo apresentava-se cinzento mas sem ameaçar chuva.

A Junta de Freguesia propôs-se a apoiar quem desfilasse e fizesse a decoração de um carro com um tema à sua escolha. Pena foi que das cinco associações só apareceram duas com carros devidamente decorados.

Os temas mais badalados foram o da crítica ao governo com a ASAE e a sua conduta.

Também foram muitas as pessoas que foram aparecendo com as personagens a seu gosto integrando-se no cortejo dando largas à sua alegria e mostrando que o Carnaval em Parada de Gonta tem alguma tradição. Nas caracterizações das pessoas as urgências e a ASAE estavam na mira e foi muito divertido ver as caracterizações e os textos escritos para o efeito.

Depois do desfile pelas ruas de Parada de Gonta, já estava no programa que este continuaria até Canas de Santa Maria e depois se passaria por Sabugosa, S.Miguel e Póvoa, regressando a Parada de Gonta. Chegados a Parada de Gonta, foi o grande convívio entre todos os participantes com direito a umas febras assadas e vinho do Dão oferecido da melhor colheita dos paradenses.

As Associações que participaram foram a ACR “Os Amigos de Parada Gonta” e o Rancho Folclórico de Parada de Gonta que estão de parabéns pelo seu empenho e os paradenses agradecem.

Por fim e por volta das 21.30h foi o Enterro do Entrudo que saiu da sede dos “Amigos” percorrendo a aldeia e sendo queimado no largo do terreiro. Foi um enterro muitíssimo participado, com muita gente atrás do morto e com muitos choros e gritos arrepiantes dumas carpideiras que sabiam bem ocupar o seu lugar no funeral.

Foi uma grande festa que começou às 14.30 e acabou às 22.30h. Não existe em terra alguma animação assim.

Só resta dizer que estão de Parabéns todos aqueles que participarem e organizaram este evento de Carnaval.

Ver Fotos

Ver vídeo

Desfile de Carnaval na Escola - 2008

 

Fotos  e vídeo do Desfile de Carnaval realizado no dia 01/02/2008, organizado pelo Agrupamento de Escolas da Lajeosa do Dão. Foi com chuva porque o S. Pedro não quis ajudar à festa, tendo por isso que se encurtar o percurso não se chegando ao centro da Vila de Lajeosa do Dão, como era previsto. Com certo receio da chuva mas com o mesmo entusiasmo de outros anos, a alegria acabou por aparecer no rosto dos mais novos à medida que iam mostrando os seus trajes e ouviam os aplausos das muitas pessoas que perfilavam nas ruas por onde o desfile passou.

Foi pena a chuva começar a cair com mais intensidade tendo-se por isso  que regressar à escola com outro ritmo que já não era de desfile.

Mesmo assim… houve alegria e muita animação correspondida pelas muitas pessoas que iam aplaudindo o desfile dos alunos e entusiasmando os seus educandos para que estes manifestassem a sua alegria.

Toda esta cor e envergadura que caracteriza o Carnaval foi elaborada pelos alunos nas  aulas de Área de Projecto com a colaboração de algumas disciplinas e ainda nos seus tempos extra aulas.
Pelo que se vê nas fotos e no vídeo é genuinamente um Carnaval Português sem importações.
Parabéns a todos os que participaram no desfile.

Ver fotos do desfile

Ver vídeo do Desfile

 

Logótipo da Comissão de Festas - 2008

 

Aqui fica o logótipo da Comissão de Festas de Santa Ana 2008 de Parada de Gonta.

É um trabalho do Miguel Xavier (mordomo das festas de Santa Ana) que fica para possiveis sugestões...

Quem quiser pode deixar aqui as suas sugestões, suas criticas ou dizer o que lhe vai na alma. É uma autentica revolução se assim se pode chamar ao tradicional Cartaz das Festas de Santa Ana.

A arte nem sempre está naquilo que vemos mas naquilo que sentimos.Para uns será arte para outros uma provocação...mas em altura de carnaval ninguém deveria levar a mal...

Deixe aqui suas sugestões ou opiniões.

Ver blogue da Comissão de Festas 2008

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