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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto no que me rodeia! Educação e Arte são a minha paixão! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é uma nova forma de Arte!. email: ag_silva@hotmail.com

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Para onde caminhas 25 de Abril de 74?

Desenho a lápis de cor e aguarela

Foi há 38 anos!..

Que se deu o despontar da aurora por entre a penumbra das trevas que amordaçavam o país, deste bem precioso, nasceu a liberdade acabou-se o medo.

Foi o eclodir da esperança dum povo de olhos vendados, não tinha direitos, era injustiçado, não tinha liberdade de expressão, não era ouvido, era censurado e psicologicamente amordaçado, não promovia a paz e fazia a guerra sem questionar porquê? Era um povo sem alma.

Recordar as conquistas de Abril com o regresso dos políticos exilados, as grandes manifestações com os cânticos de esperança que enchiam qualquer praça, o poder de discutir e dar a sua opinião nas assembleias, o escrever sem medo, o poder de pertencer como homem livre a qualquer órgão ou instituição, lutar pelos direitos do trabalhador, fazem parte do baú que hoje, passados 38 anos da Revolução de Abril, parecem estar a desvanecer.

Passados 38 anos a esperança do povo de Abril vai arrefecendo à medida dos anos passados. A sociedade de lazer que estava prometida não chegou. Com o advento da globalização certos direitos começaram a ser postos em causa com o objectivo da produtividade e do lucro, o homem torna-se uma máquina produzindo cada vez mais e, sempre com objectivos de lucro mais elevados, levando a que haja mais produto para vender do que aquele que pode ser comprado, dando-se o colapso e abrindo uma crise financeira que não se sabe quando terminará. A máquina capitalista do lucro fácil estourou e quem vai pagar o seu conserto vão ser novamente aqueles que vivem do trabalho. Os capitalistmo sob a capa da Troika empresta-nos o dinheiro mas exige condições.

As conquistas de Abril vão desaparecendo e são postos novamente em causa os direitos dos trabalhadores, o direito ao trabalho, o direito à saúde, o direito à educação, a fome começa a imperar, a liberdade de se expressar a ser questionada, a degradação dos valores morais e éticos é uma constante, a falta de solidariedade, tudo fruto do egoísmo dos homens em favor dum capitalismo selvagem do qual os nossos governantes são os principais  responsáveis.

Como tudo neste país, vai-se perdendo o verdadeiro sentido de Abril, mas recordo com orgulho o ter assistido a data tão importante (ver a minha 1º lição sobre Abril) e tenho esperança que o verdadeiro significado do 25 de Abril ainda venha acontecer.

São 38 anos após o 25 de Abril, ainda restam memórias do sonho que foi esse dia. Para muitos o sonho não passou de um sonho e o que resta é a memória desse sonho. Para mim, o sonho continua a ser sonho e prefiro viver nesse sonho do que viver sem sonhar. Um dia esse sonho chegará numa nuvem de espuma brindando ao som dum trombone um grito de certezas:

VIVA a Liberdade, VIVA a Igualdade, VIVA a Fraternidade.

 

Obs: Poema a Abril que não pode ficar só nos comentários do amigo António Nunes do blogue Dispersamente...

António Nunes a 25 de Abril de 2012 às 13:16
A chuva cai lentamente
Discursos, ideias ocas
Tanta palavra que mente
Saiamos das nossas tocas

O 25 de Abril está aí
Os cravos onde estão?
Esperanças que perdi?
Digo já e agora: NÃO!

Tantas ilusões
Tanto entusiasmo
Tantas canções
Agora, este marasmo...

Levantemos a moral
Lutemos com nossas mãos
Arraial, arraial, por Portugal
Voltemos à luta, irmãos!

Agostinho, quando se vive intensamente um ideal, ele nunca morrerá, enquanto tivermos um sopro de vida.

Por esse belo ideal
PORTUGAL, PORTUGAL!

Um abraço, viva a Liberdade, a Fraternidade, a Solidariedade

 


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