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Quarta-feira, 08 DE Maio DE 2013

Preocupações duma profissão em extinção.

Somos uma escola da aldeia que por razões de natalidade e outras razões como as politicas economicistas do ME a vão esvaziando até à sua extinção ao sabor dos seus joguinhos de poder.

O certo é que a escola, mais tarde agrupamento e agora ex-agrupamento vai para 25 anos e muitos dos docentes e não docentes que estão ainda no ativo da escola tem no seu percurso de trabalho 1 e 2 dezenas de anos neste estabelecimento. São pessoas que trabalharam, viveram e conviveram sempre juntos, partilharam muitas alegrias e algumas tristezas também, mas prezam-se por ser amigas, com o devido respeito uns pelos outros e até sentem como seus os infortúnios dos outros. É uma camaradagem que se foi cimentando ao longo dos anos e que atualmente, aos poucos, se vai acabando pelos motivos atrás invocados.

Vem isto a propósito de 3 destes professores, colegas e amigos, 1 com 59 anos, outro com 56 e outro com 55 anos, 2 deles sem componente letiva, terem ido ao almoço a um restaurante da região, porque valha-nos deus almoçar na escola tendo como bebida água, ouvir todo aquele barulho dos alunos, estar na fila não compensa o desgaste que é pela diferença de 1€.

Estavam os três colegas a conversar e a recordar os tempos em que vinham muitos professores almoçar e a alegria que era ouvir os contos de cada um.

Como as coisas mudaram! Agora são 3 a ir ao restaurante, alguns poucos trazem marmita e almoçam na sala dos professores porque os tempos já não dão para mais e os 3 que vão de vez em quando ao restaurante, também para desanuviar, em amena conversa até porque estas conversas vão sempre aos tempos em que almoçavam naquele restaurante muitos professores e, quando, bruscamente parou-se a conversa porque alguém disse que para o ano se calhar nenhum dos 3 também iria aquele restaurante.

É verdade, esta profissão de professor é mesmo uma profissão em extinção. Quando concorremos julgávamos que só sairíamos daqui quando nos reformássemos. As nossas preocupações eram só a de sermos bons profissionais e orgulho do que fazíamos. Pois bem, chegou-se a esta idade, muito novos para a reforma e muito velhos para outro emprego e não se sabe o que nos espera. 59, 56 e 55 anos, professores com largos anos de experiência que chegam quase ao fim da carreira e estão na iminência de ficar sem trabalho. Que é que se espera estando 2 sem componente letiva?

Acabam-se as escolas e mandam-se os professores para o desemprego, não só por haver menos alunos mas porque assim os políticos o querem. Estão acabar com a escola pública!.

Os tempos mudaram à feição dos nossos políticos. Foram eles que quiseram um Portugal pobrezinho com gente triste e sem esperança.

publicado por Arte por um Canudo 2 às 19:59
Domingo, 07 DE Abril DE 2013

Roubam-nos e ficamos calados!

Será que vou recuperar 1/14 do subsídio de férias parte integrante do meu salário que me tinham roubado? Se mo roubaram e as autoridades sabem quem foi, pergunto se já foram presos os ladrões? É assim que me apetece dizer aos nossos governantes, cara na cara, se não têm problemas de consciência dos roubos que fazem! Apetece-me dizer cara na cara quando é que vão para a prisão?

Se foram julgados  pelo tribunal constitucional que é o garante da lei e ordem que estavam a praticar atos de inconstitucionalidade no corte dos subsídios, então quer dizer que, se não é constitucional é fora da lei e se é fora da lei é criminoso.  

Quem pratica atos fora da lei é criminoso e se é apanhado nas malhas da lei tem que cumprir pena de castigo pelos atos praticados.

Fui uma das milhares de vítimas do roubo praticado por estes senhores governantes e por isso espero que a justiça seja feita e os mande para a prisão.

Se o governo serve para nos roubar e fazer-nos miseráveis então não queremos governo. Fora com eles..

Se a incompetência pagasse imposto teríamos um estado riquíssimo tal é a quantidade que grassa neste país.

publicado por Arte por um Canudo 2 às 00:30
Terça-feira, 26 DE Março DE 2013

A abarrotar o Posto de Saúde de Canas de Santa Maria.

 

Aproveitando a pausa dos alunos da Páscoa, hoje, dirigi-me ao posto de saúde de Canas de Santa Maria que faz parte do raio de ação de Parada de Gonta, para tomar uma vacina contra o  tétano que já estava caducada.

Depois de ter telefonado a confirmação do dia, disseram-me que seria atendido de acordo com a vez de chegada. Pensei logo cá para os meus botões, não vá acontecer como da última vez que lá fui, com hora marcada e tudo e só fui atendido 2 horas depois.

Acontece que neste centro de saúde sempre a abarrotar de gente, a organização não é nada famosa, porque deviam ter um sinalizador do número da pessoa que estava a ser atendida, mas não tem e esta passagem é feita por boca.

Claro que quem não sabe, como o meu caso, só lá fui porque precisei dum documento do médico da família, acontece que é muita gente, tudo a abarrotar com as pessoas acotovelarem-se na entrada porta, chegou a vez do meu número e nada ouvi, ou até nem disseram o nº porque de chicos espertos está o mundo cheio e até nos postos dos centros de saúde também abundam para passarem à frente do lorpa que continuou à espera da chamada.

Só fui atendido porque já não havia ninguém para o meu médico de família, bem barafustei mas de nada me serviu e disse-o ao médico que isto não devia ser assim. Se houvesse um sinalizador de número atendido para que todos vissem era mais democrático e acabavam-se os chico espertos, mas se calhar alguém quer que isto continue assim.

Voltando ao dia de hoje por causa de uma vacina, disseram-me que só podia ser às 3ª e 5ª de manhã e que a vez seria tomada por ordem de chegada.

Logo pela manhã fiz a inscrição e esperei a minha vez, sinalizando quem estava à frente. Vi a enfermeira numa correria de lado para lado, atendia telefones, atendia os doentes dos curativos e dava vacinas. Uma jovem multifunções, sozinha tinha que atender a todos.

Numa das vezes, quando chegou à porta chamou uma senhora que estava atrás de mim, achei estranho e perguntei se não era pela vez de chegada. Disse-me ela que tinha primeiro de atender os que tinham marcado. Perguntei então se podia marcar de casa e ela disse-me que não. Para as vacinas não há marcação mas têm que esperar porque são os últimos a ser atendidos.

Até eu que sou funcionário público ( não sou como o 1º ministro que diz que não é funcionário público)  disse mal do público.

É fácil dizer mal do funcionalismo público, com os cortes que existem tudo se arrasta. Estava uma enfermeira para todas as situações quando deviam estar pelo menos 3. Mandam os nossos jovens enfermeiros para fora do país e depois é isto que acontece. Em vez de perder 1 hora de trabalho acabo por perder meio-dia e já é a segunda vez.

Cada vez mais se diz mal do funcionalismo público, mas todos devíamos entender as razões do mau funcionamento e exigir do governo Basta. Basta senhor primeiro-ministro de maltratar o funcionalismo público e dê-lhes os recursos e os meios que precisam para que todos se sintam bem atendidos.

Obs: apesar de tudo gentes desta região não adoeçam para não precisar deste posto de saúde de Canas de Santa Maria que é um caos sempre cheio de gente. As esperas são elevadas e só quem não trabalha é que poderá esperar para ser atendido. Puxa que é demais…{#emotions_dlg.blocked}

Arte por um Canudo

publicado por Arte por um Canudo 2 às 15:16
Sexta-feira, 22 DE Março DE 2013

Mobilidade!.sim ou não?

 

Está na ordem do dia o controverso projeto que o governo enviou em tempos aos sindicatos sobre a mobilidade geográfica dos funcionários públicos, depois foi afirmado pelo Ministro da Educação, Nuno Crato, que não se aplicava aos professores e agora diz que não disse assim mas que pode ser aplicado atualmente se as condições o exigirem.

O que se considera mobilidade? Que não está no mesmo sítio, desloca-se de um lugar para outro, está fora da sua residência habitual, são possíveis enquadramentos de mobilidade. O termo não é novo no quotidiano do professor? Não!. Quem dos professores já não passou por longos anos longe de sua residência devido às colocações que tinha de ano a ano.

Até à estabilidade foram muitos anos com a casa às costas, era mesmo este o termo que davam a um professor. Isto não era mobilidade? Deixem de andar com discussões inúteis e criem empregos e trabalho que é o que precisamos.

Deem condições de trabalho aos professores e eles não se importam de ser aqui ou acolá.

Lembro que noutras profissões, quando deslocados da sua residência têm a respetiva ajuda de custos, dá-se como exemplo, embora eles não sejam exemplo para ninguém, os nossos deputados que até preferem manter casa fora do seu local de trabalho. Claro que não são funcionários públicos como disse hoje o nosso primeiro-ministro, Passos Coelho, a uma interpelação do Bloco de Esquerda.

O que se deve discutir é estas condições que têm os deputados para todas as profissões, porque trabalho é trabalho seja aqui ou acolá.

O que agora chamam mobilidade, para os professores chamava-se andar com a casa às costas e ter trabalho por mais um ano. Todos os anos uma terra nova e um poiso novo. Família num lugar e residência de trabalho noutro. Sempre aconteceu na classe dos professores mesmo que se diga que não é mobilidade, por isso discuta-se é as condições para que essa mobilidade possa acontecer.

Ninguém se importa de ser deputado com casa em Bragança e ter o seu local de trabalho em Lisboa, crie-se é condições iguais também aos professores para a tão propalada mobilidade.

Claro que não sou a favor da mobilidade com as condições existentes, tem é que haver regras e condições para tal e essas deviam ser iguais para todas as profissões.

 

publicado por Arte por um Canudo 2 às 19:01
Quinta-feira, 08 DE Novembro DE 2012

Que raio de crise é esta?

Que raio de crise é esta que nunca mais se vai embora. Quando há uns tempos se falava na crise, dizia-se que é coisa de americanos ou antes são especulações americanas, até porque se julgava que estávamos protegidos por uma europa unida que nunca ia deixar cair os países do seu seio.

Pois é o que se vê, união da europa é só para interesses dos países mandões, porque união na partilha e na interajuda das dificuldades, não é nesta europa do salve-se quem puder. Que digam os Gregos, os Portugueses e até os Espanhóis com a falta de solidariedade existente nos países do Euro.  

Para eles a solidariedade é empobrecer os países acima citados, sempre com mais austeridade, a troco duns euros que depois são pagos em juros a peso de ouro.

Enquanto a crise não se vai embora, cada país a gere à sua maneira e Portugal também a gere conforme os governantes acham segundo as suas opções politicas. Se se concorda ou não com esta forma de gerir a crise, por mim não concordo, porque acho que empobrecer um país e o seu povo para ser competitivo não parece o mais correto.

A melhor forma de curar a doença é evitá-la, prevenindo-se, e não procurar tê-la para depois curá-la. Empobrecer ostensivamente um país para depois ser competitivo para ganhar riqueza, são teorias que nunca foram confirmadas.

Desde os tempos de entrada de Sócrates (2005) no governo que a função pública viu as suas progressões e salários congelados, nem toda a função pública mas pelo menos nos professores foi assim, e já se falava na crise e mais crise e por conseguinte por causa da crise foram degradas e muito as condições dos funcionários públicos.

Como se não bastasse o congelamento dos salários, a degradação das condições de trabalho, a perca de direitos consagrados na constituição da república, veio mais uma medida do governo de Sócrates contra os funcionários públicos, o corte no vencimento de 5 a 10% conforme a situação. Mas a crise continua…afinal tantos cortes para quê?

Depois caiu o governo de Sócrates e a crise continua..pois bem, quem é que vai pagar a crise com o novo governo de Passos Coelho? Fácil de adivinhar! Novamente a classe trabalhadora, que além dos funcionários públicos é também toda a sociedade (privados) com o corte de metade do subsídio de Natal. Ao menos alguma equidade.

Pois bem, achava eu que ía este governo ser diferente do anterior, equidade para todos. Sol de pouca dura, porque as vozes do outro lado são muito fortes, e como a crise continua, vai ter que se cortar novamente e a quem vai calhar a fava? claro novamente nos funcionários públicos. São fáceis de abater e são muito dóceis. Não têm aquelas corporações fortes como do outro lado e os sindicatos que os representam andam perdidos. Agora o corte é completo vai o subsidio de Natal e o subsidio de Férias e mantendo-se o corte dos 7 a 8% do Sócrates, o ano de 2012 vai ser acima de 30% a menos no rendimento. Isto é um roubo.

Mas a crise não fica por aqui…até porque o tribunal constitucional decretou que era inconstitucional os cortes serem só na função pública por razões de equidade. Pois bem, aproveitou o governo também para cortar no privado.

Aumentam-se os impostos, cortam-se nos salários, cortam-se os subsídios, cortam-se os feriados, pagam-se as portagens e taxas moderadoras, aumenta o desemprego e o deficit não baixa!. Para onde vai o dinheiro? Que raios de contas fazem estes governantes?

Mas mais ainda, são precisos mais cortes e agora vem a troika ensinar ao governo português onde se pode cortar 4 mil milhões nas despesas. Como se eles fossem uns anjinhos e não soubessem onde cortar.Pois já se sabe e não é preciso ser advinho. São sempre os mesmos a levar a porretada. 

A crise veio e não se quer ir embora…para muitos é má mas para alguns até é boa.

Os mandões continuam na boa e o bolo não é tão repartido…

publicado por Arte por um Canudo 2 às 22:17
Segunda-feira, 05 DE Novembro DE 2012

Natalidade..para onde caminhas?

 

Parece que só agora se desperta (comunicação social) para a falta de natalidade em Portugal e para as suas consequências a nível de segurança social e até a nível de independência do país.

Depois do erros cometidos até agora pelos nossos governantes que fomentaram a saída dos jovens para irem trabalhar para fora do país, porque aqui, em Portugal, não eram precisos devido à falta de empregos, só se espera que este despertar dos fazedores de opinião na comunicação social não seja para mais uma vez passar uma esponja e desviar a atenção daqueles que pedem e exigem que os nossos governantes sejam responsabilizados e julgados pelo mal que fizeram ao país.

Continua-se a empobrecer o país ostensivamente para cumprir umas metas dum deficit, com consequências danosas para o país, fazendo sofrer o seu povo com a falta de trabalho, fechando as fábricas, restaurantes, lojas e tudo que produz emprego. O país está triste, stressado, desmotivado e com falta de confiança no futuro.

Como consequência da degradação do emprego ou por falta dele, os nossos jovens recém- formados vão desenvolver e produzir riqueza fora do país, vão ter os seus filhos lá fora e criá-los com identidade e raiz diferente da sua e que para grande mágoa dos seus avós que cá dentro rezam poder um dia também participar e fazer parte da vida dos netos. É também a degradação dos valores familiares que assim deixam de existir como família presente nos melhores e piores momentos das várias fases da vida.

Neste país ficam os velhos, muitos políticos e outros menos capazes.

Só que a cambada que fica não vai suportar as prestações sociais dos mais idosos e até o país pode entrar em colapso por falta de sustentabilidade.

Mas quem não sabia disto?

publicado por Arte por um Canudo 2 às 22:21
Quinta-feira, 30 DE Agosto DE 2012

Foram ao meu bolso!..2

Estamos num país de chicos espertos e quem não o for é apanhado nas malhas dos gananciosos/burlões com o olhar para o lado do governo ou até com a sua conivência.

Criam-se empresas quando há dinheiro do governo para injetar e depois desaparecem as mesmas empresas quando a teta do governo acaba deixando os clientes ou consumidores com as calças na mão sem saber a quem se dirigir quando os produtos avariam ou não estão de acordo com o que estava prometido.

Com os incentivos que houve do governo para colocação de painéis solares, criaram-se para aí empresas que até bulhavam para arranjar clientes com ofertas disto e daquilo.

Não aproveitei estas dádivas que algumas empresas ofereciam e como só jogo pelo seguro, julgava eu, também como muitos dos portugueses aproveitei o incentivo do governo e através do banco inscrevi-me para instalar um painel solar em casa. Foi o banco (CGD) que fez tudo com a contratação da empresa instaladora e eu só me limitei a pagar ao banco a quantia acordada.

Foi-me instalado o painel solar e o respetivo cilindro no telhado da casa, embora eu duvidasse da segurança do local onde estava instalado na altura, e foi-me dito pela empresa “modernunes” empresa instaladora de Viseu que estava seguro e que a manutenção do painel vigorava por 5 anos.

O painel funciona bem e ainda tive direito a manutenção durante 2 anos, só que vieram umas chuvadas e ventos mais fortes e o telhado cedeu devido ao peso do cilindro, soube agora para estar no telhado (desde que não houvesse alternativas) devia estar fixo nas vigas e não nas ripas.

Como as ripas são finas e de cimento e para fixar o cilindro ainda tiveram que as furar, enfraquecendo-as, acabando por ceder aos 400Kg de peso.

A manutenção anual já estava em falta e com o perigo que se gerou com a cedência das ripas de cimento, um rombo por onde entrava chuva para dentro de casa e o cilindro inclinado, apressámo-nos a telefonar para a empresa modernunes de Viseu, só que andaram uns dias sem dar resposta até que ao fim de várias tentativas disseram que a empresa já não fazia a manutenção e já não tinha nada a ver com o assunto.  

Consultámos o contrato e verificou-se a quem o banco/governo atribuiu estas instalações de paineis como sendo uma empresa do sul do país que por sua vez contratou a modernunes de Viseu. Entramos em contato com a empresa do sul, atenderam-nos corretamente e disseram-nos que a modernunes estava falida e já não fazia serviço para eles.

Esta empresa veio fazer a manutenção e a deslocação do cilindro para uma parte segura, porque a empresa modernunes tinha sido incompetente ao ponto deixar o painel e o cilindro a ameaçar perigo. Só que este serviço devia ser pago por quem fez a asneira e não por mim. A quem devo responsabilizar? O governo seria um deles por deixar criar assim empresas e depois deixá-las desaparecer como se fossem fantasmas, lesando os consumidores.

É um alerta para se ter cuidado com estes chico espertos que gravitam à custa do governo e principalmente para aqueles que vivem na minha região.

publicado por Arte por um Canudo 2 às 00:34
Quinta-feira, 02 DE Agosto DE 2012

Confirmam-se os números de horários zero.

 

Os números foram retirados do blogue do colega José Marques, que refere que no total foram a concurso, "14854 professores sem componente letiva (13306 ainda sem componente letiva + 1548 retirados de concurso) ", não tendo sido considerados os colegas entretanto excluídos.

Confirmam-se os valores há muito anunciados nos vários blogues e neste em particular (Arte por um Canudo 2) dos professores que vão ficar sem componente letiva. Segundo a SIC Noticias Mais de 13 mil professores sem horário nas listas de colocação publicadas site da DGAE” e “E são cerca de 18 mil os professores contratados que ainda não sabem se terão no lugar nas escolas.” Sendo assim são trinta e tal mil professores que poderão não ter horário. Nas previsões só o ministério da educação e ciência ficou surpreendido!.

Tudo isto devido à revisão estrutura curricular, fusão de agrupamentos e aumento do número de alunos por turma e com o objetivo de economizar à custa da educação.

Reduzir ao máximo os professores nas escolas públicas por causa do deficit em linha com os cortes de milhões que estão programados na educação, foi um objetivo alcançado e até largamente superado.

O que não se percebe é como o ministro da educação e cultura, Nuno Crato, não tenha previsto o brutal aumento de professores que iam para o DACL (destacamento por ausência de componente letiva) = (desemprego), ao ponto de anunciar novas medidas, de atenuação dos danos causados, para inclusão dos professores nas listas com componente letiva, mas deixando na mesma o aumento do número de alunos por turma, uma medida que contraria, de acordo com vários estudos, o sucesso educativo.

Com este engano nas contas do ME e o novo volte face, prevê-se 1 professor com turmas de trinta alunos e outros professores a dar apoio a meia-dúzia. Como é que podem os alunos ficar a ganhar? E os professores dessas turmas de trinta alunos o que acharão?

Uma coisa é certa e sabe-se de antemão que vão ser os professores mais idosos com essas turmas de trinta alunos, por via da sua maior graduação, enquanto os outros professores mais jovens vão estar em apoios com meia-dúzia de alunos ou com alguns clubes. O que quererá isto dizer? Será que foi intenção para empurrar os mais idosos para reformas antecipadas com os cortes brutais que se conhecem.

A barafunda vai ser de arrepiar..

 

Noticia Público:

O desastre anunciado para os professores contratados começa agora a ser confirmado pelas escolas.

publicado por Arte por um Canudo 2 às 03:05
Sexta-feira, 20 DE Julho DE 2012

A dolência do 1º dia de férias!.

 

Oficialmente hoje dia 20 devia estar de férias..

Quando chegava a esta altura que bem que sabia dizer aos colegas: Boas Férias e até Setembro.

Hoje junto de alguns colegas, nada disto aconteceu e a despedida foi triste devido à preocupação de muitos colegas que ainda não sabem se têm trabalho, revelando ansiedade e um nervosismo pela situação de insegurança que lhes foi criada. E isto está acontecer a professores com dezenas de anos de serviço, velhinhos para a sociedade e para aprender outro oficio, mas com energia para fazer aquilo que gostam, ENSINAR.

Normalmente nas despedidas havia alegria para usufruir do repouso necessário de um ano de trabalho, o que não acontece atualmente porque as pessoas são descartáveis face ao poder económico. Envia-se para o desemprego quem quer trabalhar,  reduzem-se os direitos, cria-se a insegurança e até atropela-se a constituição da república para que certos objetivos económicos sejam atingidos.

Não interessa a qualidade das aprendizagens para os alunos assim como não interessam os professores a um sistema que só vê números em forma de cifrões/euros.

Também  não interessa o que diz o ministro Crato, quando afirma que os professores do quadro não vão ser despedidos e até alguns contratados vão ser vinculados, se o que fez até agora foi tão mau para as escolas e para os professores em contradição com o que vem dizendo.

Vai assim a escola e espera-se que seja uma tormenta que passe rapidamente...

Voltando ao meu 1º dia de férias  (Retirado o conteúdo).

Só para relatar a tristeza do 1º dia de férias.

publicado por Arte por um Canudo 2 às 22:48
Terça-feira, 17 DE Julho DE 2012

Professores..não se iludam.

 

Se Crato pensava assim:

 

Crato garantiu que os docentes com horário zero poderão ser retirados do concurso demobilidade para desenvolverem actividades de apoio ao sucesso educativo, quecontarão como componente lectiva, com vista "à integração completa detodos estes professores". Os directores serão informados já na quarta-feira.

 

Então porque atua assim:

 

 " A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) considerou hoje que “a situação nas escolas é gravíssima e muito preocupante” devido à eliminação de horários, que vai deixar milhares de professores, contratados e efectivos, sem colocação.”

 

Andam a brincar com a vida de milhares de pessoas. Se dizem que os professores são todos precisos, então porque não deixaram as coisas como estavam!. É preciso preocupar as pessoas, dando origem a doenças de foro psicológico irreversíveis, para depois dizerem não se preocupem porque vão ser todos precisos e não haverá despedimentos.

Isto não é brincar com as pessoas! Que respeito têm estes senhores  pela vida humana? Como podemos levar a sério estes senhores que fazem coisas e depois dizem que o que fazem não é preciso.

Esta voz (declarações do ministro) que se levanta não será para acalmar a onda gigantesca de protestos que se avizinham. O descontentamento é geral e há muitíssimas razões que o justificam.

Ficar sem trabalho, com filhos, família e casa para sustentar, não é nenhum prazer que ajude a melhorar qualquer doença. E se juntarmos a tudo isto ser atraiçoado por aqueles que acreditava, tendo votado, é ainda mais terrível e difícil de curar.

Vem isto a propósito das declarações de um colega, que hoje concorreu a DACL, que sempre disse que o governo de Sócrates era o pior inimigo dos professores e do sistema público de ensino, acreditando que, com este governo as coisas iam mudar, atualmente está desiludido e doente. Estou a falar de alguém que foi apanhado nesta onda dos “sem componente letiva” que tem quase 60 anos, há muitos anos que não concorria e foi mandado para concorrer a DACL.

Por mim, também não acredito no que o ministro diz e tudo o que faz tem um objetivo, reduzir ao máximo os professores nas escolas por causa do deficit em linha com os cortes de milhões que estão programados na educação. A qualidade do ensino vai-se degradando mas isso pouco importa de acordo com o objetivo economicista traçado.

Professores não adormeçam..

publicado por Arte por um Canudo 2 às 23:44

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