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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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A Fisga!

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A Fisga.
Aproveitando uma pausa no trabalho fui dar um passeio com a minha família até à cidade de Seia.
Aproveitei para ir ver a exposição no Bar Conta Gotas de fotografia realizada pelo Luís, ou antes mais conhecido por “O Blog de Luís Silva”, que aconselho a quem gostar de arte em fotografia a ver que vai estar em exposição até ao fim deste mês.
Depois fui ao Museu do Pão e por final ao Museu do Brinquedo. Aqui é que eu recordei a minha infância com aqueles brinquedos e jogos que até já estavam esquecidos. Dois me chamaram particularmente a atenção a palmatória redonda com buracos, mais conhecida por “menina-de-cinco-olhos” e a fisga.
Dois objectos diferentes que fazem recordar velhas histórias. Menina-de-cinco-olhos até tremi! Tremi só de pensar o que aquela palmatória fazia nas nossas mãos. Lembro-me de um colega de escola só porque não conseguia decorar, digo e sublinho decorar os tempos dos verbos, ainda me recordo como ficaram aquelas mãos, cheias de bolhas de sangue, dizia-se sangue pisado, porque estas palmatórias tão características daquela altura tinham uns buracos para entrada de ar e fazerem mais dor. Ainda por cima esse rapaz levou repreensão da mãe, apesar de andar com as mãos ligadas uns dias. Escusado será dizer que esse colega acabou por desistir de tantas que apanhava, dizia-se que era “burro” não aprendia nem com os métodos do professor.
Quanto à fisga, até se dizia na altura que quem faltava às aulas é porque andava com a fisga aos “pardais”. Mas a fisga ao contrário da palmatória deixou boas recordações, até comprei uma só para mostrar ao meu filho como se maneja com os cuidados necessários um instrumento daqueles. Recordo os campeonatos que se faziam para ver quem tinha mais pontaria, para ver quem conseguia atirar mais longe, mas também havia a parte menos boa relacionada com a fisga que era a caça aos pássaros ou tudo que tinha asas. Mas quanto aos jogos com fisgas, só as melhores conseguiam bons resultados. Então para isso, havia especialidades em fazer fisgas com os melhores materiais. A gancha de boa madeira para fazer pontaria, a borracha da melhor e com muita elasticidade para atirar mais longe, dizia-se na altura que a borracha dos pneus de avião era a melhor e quem na conseguisse era sinal de uma boa fisga, o cabedal amarrado com fio forte para poder suportar bem o projéctil, mais conhecido por pedra e até aqui havia as escolhas, o seixo arredondado do rio que era mais maciço e mais denso era sinal de maior precisão, porque não se desviava com a velocidade do vento.
Como disse atrás, comprei uma e já mostrei ao meu filho como se maneja e ainda como mantenho a minha pontaria.
Há coisas que nunca esquecem!..

 

"Arte por um Canudo 2"


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