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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Rankings

 

Rankings

 

A semana que passou foi marcada pelos rankings das escolas e como qualquer cidadão interessado nas questões da educação, também fica o registo duma opinião que embora não seja isenta, é uma opinião que pode ou não ser considerada, tudo depende do ponto de vista de quem a lê.

Não vou questionar a fidelidade dos rankings, embora continue a achar que não é justa.

Não é justa por muitas razões e cito Daniel Sampaio, especialista nas questões da educação, no seu artigo de opinião sobre o assunto diz: “A dicotomia público/privado não faz nenhum sentido: as escolas públicas são obrigadas a aceitar todos os alunos da sua zona geográfica, as privadas são livres para seleccionarem. Por exemplo, as privadas recrutam pelo anterior percurso académico do aluno, pelo perfil do seu comportamento, por vezes até pelo credo religioso.” Ora como diz Daniel Sampaio e a própria comunicação social bem o sabe, todos o reconhecem, nomeadamente o jornal público, só que não o dizem porque não lhes interessa ou não têm coragem para o fazer. Abrem-se as Tvs, no horário em que há maior audiência e o que se vê ou lê em letras garrafais é, Privado melhor que o Público, não dizem é os condicionalismos que tem o ensino público para tais provas. É que o ensino público aceita qualquer tipo de aluno, seja ele oriundo dos meios sociais desfavorecidos ou dos meios sociais mais favorecidos, seja ele com tipo de comportamento menos adequado ou com pouca motivação para a escola. A escola pública não faz seriação de alunos e todos sabemos que para os rankings contam todos, até os alunos com condições especiais de avaliação.

Já agora, porque não escolhem as escolas os seus melhores alunos, 20, 30 ou outro número, para fazerem as provas que possam contar para os rankings? Seria uma forma mais justa de classificação.

De qualquer forma, tenho de falar na escola onde estou inserido e que também fez as tais provas para a classificação dos rankings. É uma escola bem do interior, onde a maioria dos alunos se levantam por volta das 7 da manhã e só chegam a casa por volta das 7 da noite, não têm uma biblioteca municipal, não têm cinema nem qualquer evento cultural típico de uma cidade, não faz segregação de qualquer tipo e muitos dos alunos não conhecem o mar nem nunca foram a um cinema. É uma escola que muitos dizem que tem as horas contadas e os encarregados de educação quando podem deslocam os seus filhos para a cidade. Lá aprendem melhor porque são escolas com melhores recursos é o que dizem. Também concordo que as escolas tenham melhores recursos, mas com as aprendizagens já duvido se nos fiarmos nos rankings, vemos que a escola inserida num meio desfavorecido até ficou bem à frente da maioria das cidades do seu Distrito e até do Concelho. Das 60 escolas do distrito de Viseu, a da Lajeosa do Dão, ficou em 15º lugar com uma pontuação acima da média de 2,71(Ver caixa).

Podem dizer, agora já servem os rankings, eu respondo, pois servem e depende de quem os interpreta e da forma como se interpretam.

 


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