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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Fragmentos da Discórdia (avaliação de professores)

Esta política educativa é um jogo de máscaras com os actores de costas voltadas.

Atente-se na lúcida análise de Matias Alves:

Para compreender o facto evidente de um grande número de professores (ninguém sabe ao certo quantos, que percentagem....) estar desalentado, esgotado, descrente e descontente, é preciso lembrar um conjunto de decisões que intensifcaram, desautorizaram, retiraram direitos e limitarem severamente as expectativas profissionais. A saber, ao longo desta legislatura:

i) a criação da ideia (falsa e alimentada pelos círculos do poder) intensamente mediatizada de que os professores trabalharam muito menos horas do que os colegas europeus;
ii) a imputação implícita de que os professores eram os principais responsáveis do abandono e do insucesso;
iii) a generalização da ideia de que os professores tinham um salário muito acima da média da UE (uma generalização também falsa);
iv) aumento da carga lectiva dos professores do ensino secundário (num contexto em que o exercício profisional é muito mais complexo);
v) eliminação da redução de tempo lectivo quando se atinge 40 anos de idade, diferendo-a para os 50 anos;
v) prolongamento da idade de aposenteção num contexto em que ser professor é muito mais desgastante;
vi) aumento da presença obrigatória dos professores nas escolas mesmo que não tenham objecto, nem condições de trabalho, de modo que um nº indeterminado de professores se sente prisioneiro de um sistema desumana;
vii) aumento obejctivo do tempo global do horário de trabalho, havendo picos em que se chegam às 50 e 60 horas semana;
viii) redução administrativa do vencimento da grande maioria de professores em termos da progressão na carreira;
ix) desautorização real e simbólica dos professores generalizando e enfatizando casos e situações de desprofissionalismo;
x) exigência de exercício de papéis e funções próprias de auxilares da acção educativa, numa lógica de proletarização docente;
xi) fractura das identidades profissionais.
xii) implementação de um sistema de avaliação insensata e irresponsável que lançou a mais completa desordem.
xiii) a catadupa de normas e legislação diversa publicada fora do tempo aconselhável.

Com isto não quero rasurar medidas e aspectos positivos. Não quero branquear comportamentos docentes indignos. Mas os climas que se vão vendo não pode deixar de nos interpelar e encontrar as explicações possíveis.


In http://www.terrear.blogspot.com/

 

 Quem fala assim....

 

Contribuição do Arte por um Canudo 2

 

Simplex ou Complicadex?

 

E as recomendações do CCAP?

 

Burocracia (avaliação dos professores)..

 

Pela desburocratização..

 

Incertezas do ensino..2?

 

e muitos mais...não poderia estar calado porque há muito tempo que a burocracia e a forma como estão a ser tratados os assuntos da educação incomodam. Não basta os senhores do ME dizer que a avaliação dos professores é para aumentar a qualidade do ensino e imporem um modelo que todos sabem que é demagógico, burocrático e meramente economicista. Este modelo não traz melhorias à escola e muito menos às aprendizagens dos alunos, burocratizam o papel do professor fazendo-o gastar energias e rios de horas em  pilhas de papeis que podiam muito bem ser aproveitadas em melhorias, nomeadamente em materiais pedagógicos ou em reflexão das actividades educativas. Assim não vamos lá..


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