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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Em Março...diferentes leituras...

Porquê ler somente com os olhos?

É urgente ler também com a alma, com os ouvidos, com as mãos, com os gestos, enfim, com o corpo…

De uma forma individual, em grupo, com alunos, com professores, com os Pais…

São vários os suportes de leitura: ler em papéis, ler em livros, ler  nos écrans, ler na Net, ler no dedilhar das cordas de uma viola, ou nas teclas, ler nos olhos…

Ler na Biblioteca, ler nas salas de aula, ler na rádio, ler em casa.Enfim, ler em todos e com toda a gente!

Foi o que fizemos. Lançámos o convite e preparámos o Menu:

Na segunda-feira, dia 3, todos os alunos vieram à Biblioteca, ávidos de curiosidade…Sentaram-se à mesa, escolheram do cardápio o belo livro e foi só necessário saborear.

Os alunos do 1º CEF (Curso de Educação e Formação - Serviço de Mesa e Bar) andavam numa azáfama. À cozinha (sala anexa da BE/CRE da Lajeosa do Dão) chegavam pedidos e mais pedidos: Sai  um “Na Quinta das Cerejeiras”! E lá saíam os livros em bandeja, quentinhos e saborosos, à medida do gosto de cada pequeno ou grande leitor.

Na terça-feira, dia 4, foi a vez do “Chefe” nos contar uma história… e a magia aconteceu! De uma pequena história de Luísa Ducla Soares, intitulada “Os ovos misteriosos” saiu uma história profunda e aliciante a enveredar pelos Direitos Humanos, pela problemática da Diversidade, da Igualdade de Oportunidades e da Exclusão Social. Os alunos dos 4º, 5º e 6º anos de escolaridade perceberam e… “Vitória, vitória, foi mais uma história, contada pelo senhor Presidente do Conselho Executivo. Parabéns!

 

Na quarta-feira, dia 5, a leitura meteu-se no “Trem de Ferro” (poema de Manuel Bandeira) e saiu, de sala em sala. Era vê-lo chegar esbaforido e a estancar ao fundo de cada sala: Tchic, pum

                 Tchic, pum

                 Tchic, pum

                       Pum… pum… pum.

E o maquinista lá ajeitava a fornalha e toda a turma do 6º B “fazia” rodar o poema  solto em  palavras sincopadas, emparelhadas, depois apressadas, apressadas e lá ia embora: Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra…

Na quinta-feira, dia 6, foi a vez de “uma história da boca dos outros” (histórias contadas por duas contadoras de histórias, vindas de Viseu). Tanta ansiedade e quanto “brilhozinho nos olhos”! Voltámos à BE/CRE e ouvimos as histórias contadas pela “avozinha” e pela Ana Bento (duas professoras e uma concertina). Os alunos, divididos em dois grupos (2º e 3º CEB) mimaram, cantaram e dançaram… Digamos que fomos todos mais longe do que o “faz de conta”!

 

Mas as leituras não acabaram e, na 6ª feira, dia 7, a Biblioteca encheu com os meninos do 1º CEB. Foi a vez dos alunos da professora Luísa do 4º ano contarem uma pequena história. E a magia aconteceu: de uma pequena história fez-se uma história Gigante, porque todos os meninos lhe acrescentaram um…PONTO.

Em seguida, alguns alunos do 2º e 3º ciclos declamaram e cantaram a poesia acompanhados ao sintetizador, ou à viola, pela professora Isabel Cantarinha.

O fim de semana aumentou o apetite e, na 2ª feira seguinte, lá estavam os mais pequeninos (meninos do Jardim de Infância da Lajeosa do Dão) e os meninos do 1º Ciclo (Lajeosa do Dão) para saborear um MINI MENÚ e ver um filme.

Os alunos do 1º CEF puseram as mesas, serviram os pratos e nós lá ajustámos a ementa.

Foi bonita a festa das leituras. Parabéns!

Afinal, há mil e uma maneiras de ler e contar uma história e todos puderam saborear diferentes leituras!

 

A Coordenadora da Biblioteca,

 

Lúcia Almeida


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