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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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"Bitaites" sobre a entrevista a MLR

 

Parafraseando um comentador da nossa televisão vou dizer alguns “bitaites”, porque o que vi e ouvi na TVI, no programa cartas na mesa, foi aquilo que eu julgava impensável. Não sou comentador mas tenho opinião como qualquer outro cidadão, embora a quente porque resolvi logo escrever sem ouvir outra qualquer opinião.

Na entrevista que a Ministra da Educação deu na TVI, sobre a alçada da analista Constança Cunha e Sá, meteu-me dó as incongruências do que se lá dizia, ao ponto da Ministra da Educação estar a defender os relatórios da Avaliação PISA, quando estes têm sido atirados contra os professores para justificar as medidas tomadas por este ministério da educação. Afinal não estamos tão mal como isso e situamo-nos na abrangência dos países que mais têm afinidades com Portugal, que são os países do sul da Europa. Pois a questão que se levanta é se não estamos tão mal e até estamos dentro dos parâmetros dos países que nos servem de referência, o porquê de tanta celeuma e tanta hipocrisia contra a escola e o seu sistema de ensino?

Constança Cunha e Sá foi tão branda que parece que o que está a ser feito no ensino está muito bem conduzido ao ponto de ser a ministra a defender a escola, os alunos que não são tão maus e até os professores.

Mas muitas incoerências ou falta de conhecimento se verificam no discurso da ministra da educação, quando fala no novo estatuto dos alunos e da consequência das faltas.
Diz a ministra que no anterior estatuto os alunos eram avisados só quando chegavam ao limite das faltas, não é verdade e qualquer professor responsável, nomeadamente o Director de Turma, avisava os encarregados de educação até à primeira falta para saber a razão dessa falta, a não ser que o encarregado de educação apresentasse de imediato a justificação. O professor era penalizado se não actuasse dessa forma quando o encarregado de educação soubesse das faltas do seu educando e não tivesse sido avisado.
Agora quando se diz que o encarregado de educação é avisado à primeira falta, tudo não passa do mesmo com a agravante que as faltas justificadas ou injustificadas equivalem ao mesmo, podendo mesmo ser favorecidos aqueles que sistematicamente têm faltas injustificadas com as tais planos de recuperação para poderem fazer os exames.

Quando falo em falta de conhecimento da realidade por parte do ministério, falo em casos concretos que parece que o ministério não sabe ou não quer saber, como o caso dum aluno ( como muitos que há) já de si conflituoso, com uma educação muito baixa, com uma série de reprovações e que tem o suporte favorável da família, então as coisas mais se agravam. Este aluno na passada sexta-feira tinha teste a uma disciplina que diz que não gosta e depois de estar na escola, quando chegou a hora de ir para o teste pura e simplesmente chamou a mãe que não queria fazer o teste e a mãe veio buscá-lo sem justificação nenhuma. Só se viu a Directora de Turma “quase” a ter um ataque de nervos.
Já em tempos atrás, mais precisamente o ano lectivo anterior, depois de muitas tentativas da Directora de Turma para que a encarregada de educação viesse à escola tratar assuntos do seu educando, nunca apareceu, até que um dia foi retirado um maço de cigarros ao seu educando e quase de imediato apareceu na escola a exigir o maço de tabaco do seu filho.
Com esta realidade o que se pode fazer? Protecção de menores, psicólogos, escola segura, e outras mais, tudo já foi tentado. De que vale avisar os encarregados de educação se muitos deles têm esta atitude.

Outra das incoerências deste ministério é que não se deve reprovar um aluno, porque ele não aprende mais e fica muito caro aos contribuintes mas exige rigor e qualidade no ensino. Como se deve responsabilizar um aluno que não quer se responsabilizado e os encarregados de educação não ajudam? Os professores têm que arranjar estratégias de forma que ele ultrapasse a atitude que tem para não reprovar – diz a ministra.
O que vamos ver futuramente é um sucesso enorme porque os professores também são adaptáveis e em vez de atribuírem o nível negativo ao aluno que não se empenha, vão-lhe atribuir o nível mínimo para passagem, embora saibam que este aluno não merecia ser aprovado, mas para as estatísticas serve muito bem. Duma escala de 1 a 5, os alunos com 3 serão futuramente os que no passado não seriam aprovados. Todos ficam contentes e acaba a contestação.


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