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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Final da história..do Pinóquio.

 

Pinóquio VIII
A história do pinóquio (nome fictício) tem oito capítulos e vai desde 25 de Outubro de 2006 até Dezembro de 2008. ( Ver os oito capítulos )
O regresso de pinóquio apanhou os professores de surpresa e deixou todos espantados. Deixaram de acreditar nas instituições que têm a seu cargo estes casos problemáticos, é de lembrar depois de tantos processos a nível disciplinar, de ameaças aos colegas, faltas de respeito a professores e auxiliares, tinha sido encaminhado pela via dum mandato do tribunal para outra escola, com um currículo mais prático de acordo com as suas necessidades específicas a pensar na sua plena integração.
Regressou à escola, diz-se que o pai assinou a vinda para a escola da sua área de residência, até parece que nestes casos a lei não é para cumprir e joga a favor daqueles que não cumprem e por isso a escola teve que se preparar para um miúdo problemático que não gostava nada da escola.
Foi-lhe arranjado um plano específico para que ele frequentasse só algumas aulas, uma tutora, para o ajudar na sua organização e nas aprendizagens básicas que ele tanto necessitava. Mas Pinóquio como filho do vento que era, as paredes duma sala de aula eram como uma prisão e raramente aparecia nas aulas. Quando aparecia numa sala era para criar distúrbios e faltar ao respeito aos professores.
No recreio era o terror, ameaçava os colegas com tudo o que tinha à mão para conseguir o que queria. Até que um grupo de pais se juntou e fez uma participação colectiva para se tomar medidas contra o pinóquio para que ele deixasse os seus filhos em paz, já que muitos começavam a ter medo de ir para a escola.
Mais uma vez Pinóquio e depois de várias participações dos auxiliares e professores, foi chamado ao Conselho Executivo para tomar conhecimento da pena que ia ter devido ao seu comportamento. Depois disto e dando conhecimento às instituições que deviam tratar destes casos, foram chamados pela “protecção de menores” o Director de Turma, o Presidente do Conselho Executivo, a Interlocutora do Agrupamento para os alunos em risco de abandono e alguns pais, sendo-lhes comunicado que nada podiam fazer porque se trata de um menor e as acusações contra ele, juridicamente, não eram superiores a três anos de pena, e embora ele tivesse várias, não eram acumuláveis.
Pinóquio podia continuar a fazer o que fazia porque estava imune à lei, por força de ser menor e também porque as queixas apresentadas pelos pais não eram para dar seguimento. Ora aqui está um dos calcanhares de Aquiles dos tribunais, para dar seguimento às queixas os pais tinham que perder os seus dias de trabalho sempre que fossem chamados, como diz uma mãe: gastei dinheiro num táxi, perdi o dia de trabalho na apanha da azeitona, desisti da queixa porque preciso de alimentar a família. E assim vão os pinóquios infestando as escolas sem regra nem lei que os possa suster.
Mas todas as histórias têm um fim e parece que o Pinóquio, depois da pena que a escola lhe aplicou, continuou a fazer das suas fora da escola e foi levado para um Centro Educativo, onde vai permanecer até que seja reeducado conforme o previsto na lei.
Estas histórias “dos Pinóquios” só demonstram a incapacidade das escolas para dar resposta a este tipo de miúdos e o que toda a comunidade educativa sofre até que sejam encaminhados.  

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