Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

15º ano.jpg

Visita ao Castro-dos-Três-Rios pela EB1 e J.I. de Parada de Gonta

 

 

Visita ao CASTRO DOS TRÊS RIOS

Jardim de Infância e 1º CEB de PARADA DE GONTA

 

…3 …2 …1

               … Finalmente chegou o dia de visitarmos o Castro dos Três Rios. Sim, que a nossa aldeia é muito especial e tem muita história.

              No dicionário "Portugal Antigo e Moderno"(1875 - p.458) Parada de Gonta vem descrita como «…uma povoação nobre, rica e bonita e desde séculos habitada por famílias ilustres, o que se prova pelos brasões de armas que adornam as fachadas dos vários solares, alguns deles com oratórios ou capelas particulares.»

              Com todo o grupo reunido, demos início à nossa caminhada no tempo, descemos um monte, atravessámos um rio e subimos…  subimos…  subimos…

pois…

que subir é muito difícil e…

chegámos!...

              Parada de Gonta remonta a muitos séculos atrás, a épocas pré romanas como atestam os numerosos vestígios e também as fortificações castrejas, de que é exemplo este Castro.

 - Olhámos à volta e só vimos pedras, mas estas pedras estavam muito alinhadas formando muros. O Sr. Fernando explicou-nos que estes muros eram casas e foram feitas há muito, muito tempo. Eram muito pequenas, pareciam quartos…

Os romanos também deixaram umas inscrições numas pedras. É que eles ainda não tinham cadernos, muito menos Magalhães portáteis …

              Brincadeiras à parte, aprendemos que pelas inscrições nas rochas não restam dúvidas que este Castro é da época romana (segundo publicação de 1987,do arqueólogo Inês Vaz).

              Depois desta lição de História (da nossa aldeia) e termos recuperado da escalada, descemos o monte até ao rio Pavia (ou será a ribeira de Sasse ??? ou a ribeira d' Asnes???).

O Sr. Fernando (Presidente da Junta de Freguesia de Parada de Gonta) gosta mais de parafrasear o poeta Tomás Ribeiro, ilustre conterrâneo, que tão bem cantou a sua (nossa) terra: "Que fresca aldeia formosa / Na margem do meu Pavia !...".

              Continuando o nosso périplo histórico fomos conhecer várias lagaretas ou pio dos mouros (pio rectangular sulcado na rocha, com um orifício numa das extremidades e que servia para a manufactura do vinho, sendo a uva pisada numa depressão circular exterior ao pio). Não podíamos regressar sem visitar e subir (alguns) ao Penedo da Moira.

- Que pedra grande !!!

- Ela não cai, Nani ?

- Que lindo, vamos ficar aqui ???

Valeu a pena o esforço desta caminhada por montes e vales.

 Que vista magnífica !!!...

             In jornal "A Folha de Tondela, de 5 de Junho de 1894: «…Colocada numa eminência, é vasto o panorama e deliciosa a perspectiva… e alvejando aqui, ali e além, por toda a extensão, os risonhos povoados. Enche-se à vontade o pulmão de bom ar e sente-se uma pacífica sensação de plenitude.»

«Que fresca aldeia formosa

Na margem do meu Pavia!

Tão branca, tão buliçosa

tão sussurrante e donosa

no seu copado arvoredo

como festiva fogaça

num dia de romaria,

toda vestida de cassa

com lenço de seda verde

no airoso colo abraçado,

e um íris de mil matizes

na breve cinta apertado;

e no peito e no cabelo,

o mais completo jardim!

Não achais o quadro belo?

Pois bem, a aldeia era assim.»

Depois do almoço na ASSODREC, o dever chama e…

Com esta iniciativa, a Junta de Freguesia de Parada de Gonta, quer dar a conhecer o seu Património (Cultural, Histórico, Paisagístico). Graças à preservação do Património, o tempo desafia o tempo e as Tradições e Valores passam de geração em geração…

 

Ver fotos em ponto maior

Educadora: Nani Mendes

 


2 comentários

Comentar post