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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Mobilidade nos professores?

 

Está na ordem do dia o controverso projeto que o governo enviou aos sindicatos sobre a mobilidade geográfica dos funcionários públicos. O que se considera mobilidade? Que não está no mesmo sitio ou deslocar-se  de um lugar para outro é  uma possivel definição mais abrangente. O termo será novo no quotidiano do professor? Não. Quem dos professores já não passou por longos anos longe de sua residência  devido às colocações que tinha de ano a ano. Até à estabilidade foram muitos anos com a casa às costas, era mesmo este o termo que davam a um professor. Isto não era mobilidade? Ou será que só os professores é que tinham tal cruz.

Lembro que noutras profissões, quando deslocados da sua residência tinham a respetiva ajuda de custos, dá-se como exemplo, embora eles não sejam exemplo para ninguém, os nossos deputados que até preferem manter casa fora do seu local de trabalho.

Parece uma novidade.. mas para os professores não é porque o seu percurso de trabalho é feito de terra em terra. O que agora chamam mobilidade, para os professores chamava-se andar com a casa às costas e ter trabalho por mais um ano. Todos os anos uma terra nova e um poiso novo. Familia num lugar e residência de trabalho noutro.

Histórias podiam-se contar de professores deslocados da sua residência e da sua familia, mas vou por uma que é muito pessoal. Durante 13 anos, enquanto não tive a tal estabilidade, concorri sempre para a zona do Penafiel / Porto, morava em Penafiel,  a minha colocação era sempre para locais do distrito de Braga e a maioria para locais do distrito de Viseu, nunca apanhei o distrito do Porto, até que resolvi casar e ficar por Viseu. Pois casei em Agosto na localidade de Parada de Gonta-Tondela e nesse mesmo ano fui colocado em S.Vicente Penafiel, a isto é que se chama galo!.

Agora com trinta e muitos anos de serviço, posso estar na iminência de voltar a pegar na trouxa, ou seja casa às costas, se a lei da mobilidade for para a frente. Pelo menos sei que é mobilidade e não lhe chamamos casa às costas.

E não me venham dizer Senhores  Governantes ( meia tijela) para ir para o Estrangeiro, porque até essa parte também cumpri, numa altura também de intervenção do FMI, fui trabalhar para Angola como professor cooperante.

A vida de professor também não é um conto de fadas…..

 


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