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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Desabafos… uma profissão na mó de baixo.

A escola como instituição de ensino já há muito que deixou de ser um lugar agradável para se trabalhar e até para se estar. Basta lembrar que ainda há pouco tempo, meia dúzia de anos atrás, ainda se sonhava em ser professor, estar numa escola onde se ensinava, onde se aprendia, onde se refletia no que se ensinava e ainda contava-se com um grupo profissional para ajudar e para conviver. Hoje a escola é um local pouco agradável tanto para alunos, como para professores e funcionários. Os cortes que têm havido na educação têm afetado a escola como instituição e todos aqueles que trabalham e vivem com ela.

Na escola todos mandam com exceção daqueles que deviam ter autoridade para mandar, os professores, que na cadeia hierárquica da instituição são aqueles que mais sofrem na pele as mudanças das políticas educativas e económicas que o governo decreta.

O mau estar e a pouca esperança que está a inundar a escola verifica-se no desalento com que são encarados os assuntos pelos atores que trabalham nela e o “deixa andar” para não me darem problemas começa a agravar-se em certas atitudes que noutras alturas tinham mão firme responsabilizando e punindo quem as praticava.

Se um professor chama atenção de um aluno por este estar a perturbar a aula ou a ser incorreto com atitudes não aceitáveis, logo tem lá os pais a pedir explicações porque acham que, podem e devem, molestar o professor como que a marcar a sua posição de quem manda em vocês somos nós. Se o professor chama o encarregado de educação para saber como vai o seu educando, raramente aparece mas se o educando diz que o professor lhe “ralhou” aparecem logo todos “encrispados”.

Acontece o mesmo com os funcionários (AO) que preferem não ver certas atitudes dos alunos para não terem aborrecimentos.

Quando um aluno perturba a aula, como se sabe existem aqueles que para eles é uma obrigação ir às aulas e se é obrigado então toca a perturbar, fica o professor manietado porque a sua autoridade para com este tipo de alunos é nula, se lhe chama a atenção ela não liga, se lhe ralha é um perigo, mandá-lo para fora da sala é antipedagógico, mandá-lo para a biblioteca com um trabalho escolar, quem toma conta dele e se ele recusa, dar-lhe um abanão é o aqui del rei com ameaças dos papás, então que fazer?

A escola não tem recursos ou resposta adequada para estes alunos. Ter uma participação disciplinar e ser punido com uma suspensão temporária 1 dia e depois por aí adiante, também não leva a nada e ao aluno até lhe agrada desde que os pais não os molestem e como estes não são responsabilizados pelas atitudes dos seus educandos fica tudo em águas de bacalhau e quando aluno regressa volta tudo ao mesmo.

A maioria destes pais/encarregados de educação são pessoas sem emprego, a viverem com parcos subsídios e andam todos desesperados, de mal com a vida, prontos a entrar confronto quando estes casos lhes surgem. Casos há, que, quando se chama o encarregado de educação para lhe dar a conhecer como vai o seu educando, depois de várias tentativas lá aparece, só que em vez de um aparecem os dois, o casal, pais do aluno, que ao saberem das atitudes do filho dadas pelo DT, viram-se um contra o outro, que a culpa é dele ou dela, ameaças de todo o género, chegando a “vias de facto”. Como pode o filho corrigir as suas atitudes se os pais se comportam assim. Imagine-se o papel daquele diretor de turma.

Outro caso, um DT ter chamado a encarregada de educação e esta nunca apareceu para saber o que estava a acontecer com o seu educando mas a DT teve o azar de tirar um maço de cigarros ao rapaz, não é que a encarregada de educação logo apareceu a exigir que a DT desse o maço de cigarros ao filho.

É com estas situações que os professores se vão defrontando e ninguém os leva a sério…

 


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