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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Cargos nas escolas quem os quer?

Cargos 2.jpg

(Ilustração/cartoon)

Cargos nas escolas quem os quer?

Costuma ser no início de cada ano letivo, desta vez com todos os atrasos devido à pandemia, as direções das escolas precisam de preparar o próximo ano letivo e para isso convocam reuniões com os professores para discussão dos assuntos urgentes que têm que ser resolvidos.

Até aqui tudo bem, mas para preparação da distribuição de  serviço para o ano letivo que se vai iniciar, as direções têm que distribuir os cargos pelos professores e é aqui que a porca torce o rabo!

Se são aulas letivas o pessoal cala-se porque é para isso que trabalham, mas quando chega a altura de distribuir os cargos é que fica tudo do avesso!

Como se sabe os cargos são dados na componente não letiva, porque um horário de professor é composto por horas letivas e horas não letivas até perfazer as 35h com a componente individual.

Na atribuição dos cargos, os pedidos de toda a espécie para evitá-los: as simulações do “não posso”, as desculpas com a família, o estar longe de casa, já não tenho cabeça para estas responsabilidades, já os tive nos anos anteriores e é preciso mudar, etc., etc., são desculpas, muitas vezes esfarrapadas, para a não aceitação dos cargos.

O que leva o pessoal docente a não querer os cargos? Será que existe outra classe profissional que não gosta ser promovida como esta dos professores? Digo promovida porque se trata de promoções.

Ser Diretor de Turma, ser Coordenador de Departamento, ser Representante de Disciplina, ser Coordenador de Projetos, ser Coordenador dos Diretores de Turma, ser Coordenador de equipa que elabora e regula o Projeto Educativo, do Regulamento Interno, do PAA, ser Coordenador da equipa de Autoavaliação da Escola, ser Responsável das Tutorias, ser Coordenador da equipa do EMAEI, etc e etc., quer se queira quer não, são cargos de chefia, que são formadas por elementos que constituem essas equipas.

Aqueles que defendem que a escola devia ser organizada como uma empresa, logo aqui caem os seus argumentos, porque nas escolas ninguém gosta de cargos para chefiar mas simplesmente ser  professor da sua disciplina para exercer com alunos. É o que se pressupõe das recusas aos cargos.

Mas será esta a pura verdade? Não creio!.

É verdade que os cargos só trazem responsabilidades e aborrecimentos e são atribuidos fora da componente letiva.

Mas, se os cargos tivessem uma compensação/bonificação pelo acréscimo de trabalho e responsabilidade que acarretam, talvez as coisas mudassem. 

É o que acontece no mundo empresarial ou em qualquer outra instituição de trabalho.

Será que seria assim se os cargos de grande responsabilidade fossem integrados na componente letiva?

Fica o recado!

Bisbilhotices do Arte por um Canudo