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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Dia a dia na sala de aula.

Por muito que se fale, até podem dizer que esta ou aquela profissão são de risco, mas, nada é comparável ao ambiente dentro de sala de aula com alunos entre os 9 e 14 anos. São autênticos barris de pólvora a estalar por todo lado. Mas enquanto estalam e não rebentam lá se vai aguentando. O problema são os estragos causados mentalmente em quem está à frente deles.

Em toda a aula a voz do professor é: Não te levantes, está calado, ai essas asneiras, já é a segunda vez que te aviso para não te levantares, apanha o que atiraste para o chão, não se trata assim os colegas, fala baixo, não grites, coloca-te na posição correta, etc, etc, etc, e isto multiplicado por 22 alunos, revela o desgaste que provoca.

Depois recorre-se aos regulamentos, repreensões escritas e orais, participações disciplinares, envio dos alunos por perturbação de aula para outro local, chamam-se os pais/encarregados de educação e tudo volta ao mesmo!. Nada muda nem com o aviso aos pais!. Alguns pais/encarregados de educação até dizem que a culpa é da escola porque o seu educando não era assim e foi na escola que aprendeu a ser assim. Outros dizem que não sabem o que fazer e que já fizeram tudo. Na minha opinião são tretas. Pois quando estão junto dos educandos, daqueles que conheço, até dizem: deixa lá filho que pró ano vais para outra escola!.

Ainda ontem, dois alunos do 1º ano, que fazem muitas asneiras e batem em tudo que mexe, foram chamados. Quando a funcionária trouxe um destes alunos ao gabinete, para lhe aplicar uma pena, ou seja, para lhe dar um raspanete, vinha pela mão dela e com um ar arrogante, de quero, posso e mando. Eu disse-lhe: olha para mim, vais ouvir o que te digo. Ele continuava a olhar para o lado, com ar de quem julga: o que dizes entra por um ouvido e sai por outro. Agarrei-o por um braço, levantei a voz e ameacei-o, mudou logo de postura. Aceitou o que lhe disse e comprometeu-se a portar-se melhor. Se em casa fizessem assim talvez ele ficasse a saber que não pode fazer tudo.

O outro, também de sete anos, soube que a mãe tem sido solicitada muitas vezes, e o que ela diz, é que, já não sabe o que deve fazer ao filho, não lhe obedece e contínua cada vez pior. Ora se uma mãe diz isto dum filho com 7 anos o que pode a escola fazer? Eu sei muito bem o que deviam fazer mas nem todos são como eu.

Não sou apologista das “palmadinhas”, nem por sombras, mas que nalguns casos elas seria bem precisas, ai disso não haja dúvidas.

Bisbilhotada da semana

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