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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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O orgulho português

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O bisbilhotices semanal vai para a antecipação do pagamento da divida do governo português ao FMI. Muito se fala do que o país conseguiu com o empréstimo da troika e também muito se fala nesta antecipação do pagamento da parte da divida a uma das entidades signatárias da troika, que é o FMI.

Muitos opinadores dizem que é bom porque o país vai bem, e outros dizem que nada mudou, já que se pede num lado para ir pagar a outro. Ou seja, tapa-se com a manta dum lado e destapa-se do outro.

Todo bisbilhoteiro que se preze, gosta de ir mais a fundo e surripiar ideias para não acreditar só no que dizem estes opinadores da treta, para isso, tem que se pensar pela própria cabeça para não fazer como esses opinadores, que dizem não o que lhes vai na alma mas sim o que o seu quadrante politico lhes dita.

Ora bem, tem-se duas opiniões em confronto e qual delas mais se aproxima da verdadeira raiz do problema? Pois é isso o que se vai tentar distrinçar.

Aqueles que profetizam que é uma boa medida são os mesmos que diziam que a troika foi nossa amiga e emprestou-nos dinheiro para podermos sobreviver.

O que não dizem, dizem os que são contra, foi por causa da Troika, dos juros que nos levam e das imposições que fizeram, que o país chegou a este ponto.

Dizem os que são contra que foi através desta politica de imposições que ficamos sem a maioria das empresas, que vendemos o património que tínhamos, que se fecharam escolas e centros de saúde e hospitais, que existem cada vez mais pobres, que muitas famílias começaram a passar fome, que os serviços públicos entraram em colapso, que quem trabalha viu o seu salário cortado apesar de lhe aumentarem o horário de trabalho, que nos tiraram alguns feriados, que os impostos são cada vez mais altos, que aumentou o desemprego, que por falta de trabalho os jovens começaram a ir para o estrangeiro e como consequência teremos um país envelhecido e sem hipótese de sobrevivência, que a maioria das famílias viu os seus filhos partirem e ficaram sozinhas, que a desagregação familiar aumentou exponencialmente e valores como a família e solidariedade começam a desaparecer. É esta a fatura que pagamos por a troika nos ter emprestado dinheiro e também ter comandado os destinos do país.

Dizem os que são a favor que se não fosse esse dinheiro emprestado pela troika, nunca teríamos sobrevivido para chegar ao momento atual e poder antecipar o pagamento ao FMI.

Dizem os que são contra, se o FMI e a Troika são tão amigos porque é que agora se pediu dinheiro emprestado a outras instituições com juros mais baixos para poder pagar ao FMI que leva os juros muito mais altos. Isto são amizades ou negócios?

Dizem os que são a favor, que embora a divida pública não tenha diminuído, os amigos continuam a ser os da troika, porque só assim conseguimos que outros nos emprestassem o dinheiro para poder pagar ao FMI.

Dizem os que são contra, então para quê pagar a uns e pedir dinheiro emprestado a outros se a divida pública não diminui.

Bem, no rescaldo dos argumentos podemos dizer como bisbilhotice séria que, o país ficou mais pobre, deixou de proteger os seus cidadãos, ficou mais endividado, separou as famílias, mas com orgulho paga a divida. Será que vale a pena?