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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Os elos mais fracos na educação

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A bisbilhotada semanal vai em forma de mérito para os professores que são como os multiusos, e nas escolas servem para tudo, mesmo para dar aulas. Este mesmo “para dar aulas” é expressão de grande ironia porque o professor devia ser para ensinar e dar aulas dentro da sua especialidade e não para outras sujeições.

Mas atualmente os professores funcionam como os multiusos sendo pau para toda a obra. São o elo mais fraco dentro duma escola, assim acham os encarregados de educação, acham os da comunicação social e até acham os alunos. A profissão professor caiu tão baixo desde os tempos de Sócrates que muito dificilmente se erguerá dos escombros que  outros criaram.

Quando se julga ver a luz ao fundo do túnel a realidade prova o contrário. É assim com o novo governo e as medidas tomadas para a redução das turmas que a realidade revela serem um fiasco, mesmo contra todos os estudos a favor de turmas mais reduzidas e até o do Conselho Nacional de Educação, que poderiam ser uma forma de aumentar a qualidade do ensino, mas tudo aquilo que se promete acaba por não se concretizar.

A destruir foi muito fácil e bastou uma década mas para voltar a construir e para que haja de novo rumo na educação vai demorar muito mais tempo, talvez décadas.

Quando se diz que os professores são o elo mais fraco no sistema, não são tiradas à toa, é verdade e que o digam os que já sentiram na pele os maus fígados de encarregados de educação e mesmo dos alunos.

Enquanto houver alunos que têm pais que só ouvem e só acreditam no que os filhos lhes dizem e todos os outros não têm razão, funcionam como mola catalisadora de filhos sem regras e é muito difícil chamar-lhes à razão.

Nestes casos, quem deveria ser chamado à razão deveriam ser os pais e a escola deveria ter meios para que estes fossem penalizados. Não sendo assim de que vale chamar-lhes à razão se não o entendem, não ligam ou não querem saber.

Depois de um encarregado de educação ser avisado por todos os meios, telefonicamente, correio e caderneta do aluno, para vir à escola para saber do aproveitamento e comportamento do seu educando e este não aparece, mas de repente, como que por magia, aparece na escola ameaçando tudo e todos porque foi retirado o telemóvel ao seu educando. Nem quer saber porquê? Está tudo dito.

Quando a escola segundo o regulamento do estatuto do aluno e ética escolar, penaliza um aluno depois deste já ter sido advertido por escrito, com serviços comunitários, ou seja pequenos serviços dentro da escola, como ajudar na cozinha, ajudar um assistente operacional em qualquer tarefa fora das aulas, mas se o encarregado de educação não aceita lá se vai a penalização por água-abaixo.

Ainda esta semana, depois de os professores e principalmente do diretor de turma ter perdido imensas horas no desenlace dum telemóvel, chamados os pais à razão depois de um inquérito, quando se preparavam para chegar a um acordo, um deles roeu a corda com nova exigência, e parece ter ido tudo por água-abaixo. Que pode fazer o diretor de turma e até a direção da escola num caso destes?

Que meios tem de os chamar à razão? Se a escola fecha os olhos é negligente, perante um caso dentro da escola, mas se a escola quer proceder conforme o que é justo e até ético, fica de mãos atadas. E os filhos como é que ficam com estas atitudes dos pais?

Quantos casos de alunos com comportamentos incorretos não são denunciados, porque quando o foram e as vezes que o foram, as medidas não produziram efeitos, e os professores que os denunciaram é que ficaram como os maus da fita.

De que vale ter um regulamento disciplinar com certos procedimentos se a escola não tem poder de o fazer cumprir.

 

A Bisbilhotada Semanal