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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Patriotismos de meia tijela

 

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A bisbilhotada da semana vai para o OE 2016 e as peripécias dos partidos, da UE e do governo.

Afinal somos todos defensores do melhor para Portugal e para os portugueses ou só o somos quando nos interessa. Até que ponto se coloca em causa um dos valores da democracia o voto ao ponto dos próprios partidos terem inveja uns dos outros esquecendo quem os elege o zé-povinho português, ao olharem só para o seu umbigo. O que se viu e ouviu durante esta semana dos nossos partidos com o Orçamento para ser aprovado por Bruxelas para este ano é de bradar aos céus. Se o partido x quer fazer bem para o partido y é fazer mal. Então para que votamos se os partidos não defendem os interesses de Portugal e dos portugueses. Que Bruxelas com os amigalhaços da troika queira um Portugal pobrezinho para os seus cidadãos poderem passar férias baratas ou terem mão de obra especializada portuguesa barata até se compreende. Que sejam os próprios portugueses a serem submissos a esses interesses é que é mais difícil de entender.

Vamos lá esmiuçar o que ficou registado na memória do zé-povinho com o que se ouviu dos nossos destacados políticos defendendo só a sua dama partidária e esquecendo o povo.

O governo apoiado pelo PS e pelos partidos de esquerda quiseram cumprir as promessas eleitorais e na sua perspetiva acabar com a austeridade que se vinha impondo ao longo dos anos. Então teriam que apresentar um Orçamento em que tivessem luz verde de Bruxelas, que como se sabe são adeptos da austeridade e adeptos do capitalismo, com partidos conservadores instalados nos seus governos. O PS e a coligação que o apoia como se sabe são partidos mais progressistas e virados para o estado social o que na mente dos conservadores instalados em Bruxelas seriam mal vistos se os seus propósitos vencessem, ou seja virar a página da austeridade com medidas contrárias aos que os capitalistas de Bruxelas defendiam é um risco que este governo teve que negociar, lutar e até vencer.

O que não era preciso era a ajuda dos próprios portugueses, os partidos defensores da austeridade que julgam que só assim é que se sobrevive, queixando-se aos amigalhaços da União Europeia e da troika, que o pessoal que atualmente governa o país não sabe fazer orçamentos, que fazem os cálculos mal feitos e que o que prometeram foi um erro de campanha eleitoral, tudo pressões para que Bruxelas não desse a tal luz verde a este orçamento.

Isto é que é ridículo!. É pura inveja. Se este faz melhor do que o que ele fez nunca mais tem ele hipótese de o fazer novamente, é assim que pensa. Isto quer dizer que os partidos não querem que as coisas melhorem, por isso esta democracia que tem o sistema eleitoral como uma das suas bandeiras também não é a ideal para defesa dos reais interesses dum país.

A questão que se levanta é se teremos que mudar o pessoal instalado nos partidos para as ideologias fruírem livremente ou indo mais longe mudar a humanidade para acabar com os egoísmos.

Claro que o mais simples seria aceitar o que Bruxelas impõe como austeridade e até ir mais longe, mas ainda bem que nem todos são assim.

Bisbilhotada da semana.