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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Publicadas Portarias que fixam o n.º de vagas por escola/ agrupamento. Cálculo de vagas.

PORTARIA VAGAS.png

(carregar na imagem)

Publicada a PORTARIA N.º 57-C/2015 que fixa o número de vagas a preencher pelo concurso externo, previsto e regulado no Decreto-Lei n.º 83-A/2014 de 23 de maio

São milhares as vagas negativas...
Segundo o Jornal Público vão ser 9.572 vagas a extinguir.

Em 2013 na mesma altura a notícia no Jornal Público ( 12.003 vagas negativas).

O Agrupamento de Escolas de Tondela Cândido Figueiredo em EVT tem 2 vagas negativas (é o meu grupo do meu agrupamento).

No concelho de Tondela são 48 vagas negativas entre os 2 Agrupamentos:

21 vagas negativas e 2 positivas  no Agrupamento de Escolas Cândido Figueiredo;

27 vagas negativas e 0 positivas no Agrupamento de Escolas Tomas Ribeiro.

Importa aqui fazer um esclarecimento...

Todos devem concorrer mesmo para as escolas / agrupamentos com vagas negativas. A vaga negativa não é obrigatoriamente sinal de extinção de vaga.

Dando um exemplo e cito o posst de há 2 anos:

Um dos grupos mais devastado nestes 2 últimos anos é o 240, foi extinto embora continue para concurso a 2 disciplinas, ET e EV, e vamos supor que numa escola tem 10 professores saindo na portaria n.º 57-C/2015 com  vagas negativas -7.

Umas das coisas a esclarecer é que estas 7 vagas negativas não se extinguem tendo lá os professores, mas sim, se algum destes concorrer e apanhar vaga noutra escola a vaga que deixa extingue-se, ninguém entra para essa vaga apesar do professor ter saído.

Voltando ao exemplo anterior com 10 professores e -7 na portaria, tem-se que, quando o ME pede o número de vagas à escola, pede estas vagas com 22 horas letivas e basta fazer as contas às turmas que se tem para saber os professores que são precisos em cada grupo, faltando preencher uma série de requisitos que a escola precisa, nomeadamente, direções de turma e reduções da compenente letiva, mas que não são considerados nestes pedidos de horários.

Se verificarem nas listas que os agrupamentos estão a disponibilizar para consulta dos professores e no caso acima referido, o grupo 240, acontece com quase todos os grupos, tem nos primeiros lugares pessoas que só tem 14 horas letivas e estão a um passo da reforma.

Presumo  que o que foi dado ao ministério da educação foram 66 horas disponíveis para atribuição de horários e o ME dividiu essas 66 horas por 22 dando 3 horários. Supondo e normalmente é o que acontece, é que,  como os 3 primeiros professores têm 14 horas letivas, 14 x 3=42, sobram 24 das 66 horas. É preciso ainda atribuir horas de direção de turma, e cada um destes pode ainda ter uma turma que equivale a 1 ou 2 horas da componente letiva.

Assim temos mais 3 ou 6 horas a crescentar às 24 sobrantes das reduções, 24 + 6 horas da direção de turma, dos 3 primeiros professores e que dá 30 horas. Imagine-se que o 4º professor também só tem 14 horas, sobram mais 16+2 horas se este também vier a ter uma direção de turma.  

Assim ficamos com 4 horários e mais 18 horas o que equivale a 5 horários. Ainda é preciso professores para outros cargos e apoios na escola. Quer isto dizer que, dos 3 horários iniciais podemos ter 5 e ainda mais umas horas.

Daqui a 2 ou 3 anos muitos se reformam ou pedem rescisões amigáveis se as houver e com a colocação noutras escolas de mais alguns todos acabam por caber no sistema.

Embora possam ser um pouco exageradas estas são as contas que se devem fazer  para a previsão de vagas numa escola / agrupamento e não se esqueçam que todos devem concorrer mesmo para escolas com vagas negativas.