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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação de mãos dadas! Arte sem Arte é outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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Tremenda Salsilhada

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A bisbilhotada semanal vai para as escolas e os seus atores que continuam confusos, a verificar pelo que dizem e escrevem, com a novo modelo de avaliação dos alunos, nomeadamente a avaliação externa das aprendizagens, como sejam, as provas de aferição ou as provas finais.

Até agora muito se criticavam as provas finais de ciclo, nomeadamente as do 4º e 6º ano do ensino básico. Criticavam-se as provas porque: dizia-se que a altura era má por não ter acabado o ano lectivo; que se criava desorganização nas escolas por estarem em simultâneo alunos em provas e alunos sem provas no mesmo edifício; que quando os professores eram chamados para a correção das provas deixavam de ter algumas aulas e principalmente as não letivas, criando nas escolas muita desocupação dos alunos; que acarretava muito mais trabalho aos professores corretores e continuavam a ter aulas e a sua preparação; que era um autêntico desperdício de recursos humanos (secretariado, vigilantes, assistentes operacionais e assistentes técnicos, gnr, etc) só para se implementarem essas provas; que os procedimentos de atuação para vigilância até se tornavam ridículos com reuniões de preparação; que o valor/ponderação atribuído às provas de exame era ridículo para que os alunos as levassem a sério e muitos mais outros contras.

Com a publicação do DECRETO-LEI N.º 17/2016 - DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 65/2016, SÉRIE I DE 2016-04-0474007250 que procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, e que estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão dos currículos dos ensinos básico e secundário, da avaliação dos conhecimentos a adquirir e das capacidades a desenvolver pelos alunos e do processo de desenvolvimento do currículo dos ensinos básico e secundário, foi deixado ao critério das escolas e nomeadamente após ouvir o Conselho Pedagógico, ao Diretor da Escola ou Agrupamento de decidir se quer ou não as provas.

Assim, e de acordo com o supracitado Dec. Lei, estabelece -se, para o ano letivo de 2015 -2016, um regime transitório em que, no respeito pela autonomia das escolas, se permite que sejam estas a tomar a decisão sobre a não realização das provas de aferição, que deve ser especialmente fundamentada atendendo às potencialidades do processo de aferição para a melhoria das aprendizagens e do sucesso escolar.

Por outro lado, e ainda transitoriamente quanto ao ano letivo de 2015 -2016, podem as escolas que pretendam a aferição e a obtenção de dados de fim de ciclo decidir a realização, com carácter diagnóstico, de provas de Português e de Matemática dos 4.º e 6.º anos de escolaridade.

Para isso, se as escolas não querem fazer as provas de aferição terão que o justificar, assim como aquelas que querem fazer as provas finais do 4º e 6º ano terão também que o justificar.

Posto isto e quando os professores são novamente chamados para tomarem decisões parece que ficou tudo baralhado. O que era mau passou a ser bom e o contrário também.

Sondagens entre os professores e artigos dos mesmos nos meios de comunicação social e redes sociais são exemplos disso, e algumas sondagens assim como alguns artigos de opinião revelam que as provas finais do 4º e 6º ano, tão indesejadas outrora, agora são mais desejadas que as provas de aferição. Assim, há escolas que  só fazem as provas finais e há outras que só fazem as provas de aferição.

Outras sondagens e opiniões revelam que a mudança de orientação a meio do ano é má, aproveitando  a ocasião e o momento para não fazer qualquer prova. Outras ainda revelam que certas escolas querem tudo, vão querer fazer tanto as provas de aferição como as provas finais.

É uma salsilhada de opiniões e atuações.

Ora aqui está porque o consenso é muito difícil entre a classe e quem julga que pode agradar a todos, engane-se, porque deve estar a fazer algo de errado.

Bisbilhotada semanal


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