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Arte por um Canudo (Blog do Agostinho)

Dar voz ao que sinto! Arte e Educação a minha paixão! Arte sem Arte é uma outra forma de Arte! Família, Amigos, Humor e Bisbilhotices são pilares desta Arte.

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TVs - Parvoíce compulsiva

 

A propósito da greve dos professores e das suas lutas pelo descongelamento do tempo de serviço para progressão na carreira ouve-se cada uma nas TVs (na RTP1) que a julgar pela certeza que têm devem pensar que somos parvos.

Quando é anunciado na televisão que um professor chega ao topo da carreira facilmente em 34 anos e que a sua progressão é baseada só no tempo de serviço, estão a dizer mentiras e a prestar um mau serviço de informação à população! Diga-se antes, estão a criar forma de hostilizarem os professores nesta luta da contagem de todo o tempo de serviço para a progressão.

Quando a TV e muita da comunicação social diz que os professores têm um regime favorável de progressão na carreira baseado só no tempo de serviço e chegam ao topo em 34 anos, enquanto o resto da função pública é por mérito e chegam ao topo ao longo dos 120 anos, novamente a dizerem asneiras ofensivas e com a intenção de criarem na opinião pública uma imagem de facilitismo para hostilizarem os professores nesta luta.

Quanto aos 34 anos para chegar ao topo mentira grossa, porque já tenho 38 anos e ainda não estou no topo. Pelas atuais condições só se chegaria lá com 45 anos de carreira. E mais, quando dizem que não existe mérito mas só a contagem do tempo de serviço mais uma vez a dizerem asneiras e da grossa. Todos os anos os professores fazem um relatório com o seu desempenho e com a formação atualizada. Esta formação corresponde ao mínimo de 25 horas anuais com aprovação e os respetivos créditos, mas a média de formação até porque as ações assim o obrigam é de 50 horas com apresentação de um trabalho para aprovação. Mais ainda, esta formação é feita fora das horas de trabalho, normalmente ao sábado e se dividirmos 50h por 4 (uma manhã de sábado das 9.00h às 13.00h como é habitual), temos os professores, talvez os únicos no mundo do trabalho, com ocupação de 13 semanas, ou seja, cerca de um terço do ano os professores não têm um fim-de-semana decente.

Também será que não sabem e cito art.º 37º do Estatuto da Carreira Docente:

"- A progressão na carreira docente consiste na alteração do índice remuneratório através da mudança de escalão e depende da verificação cumulativa dos seguintes requisitos:

- Permanência de um período mínimo de serviço docente efetivo no escalão imediatamente anterior; - Atribuição, na última avaliação do desempenho, de menção qualitativa não inferior a Bom: - Frequência, com aproveitamento, de formação contínua ou de cursos de formação especializada, durante, pelo menos, metade do ciclo avaliativo, correspondam, num total não inferior a: . vinte e cinco horas (25), no 5.º escalão da carreira docente; . cinquenta horas (50), nos restantes escalões da carreira docente.

A progressão aos 3.º, 5.º e 7.º escalões depende, ainda, dos seguintes requisitos:

Observação de aulas no caso da progressão ao 3.º e 5.º escalão.

Obtenção de vaga, no caso da progressão ao 5.º e 7.º escalão."

Sabem o que quer dizer (Srs Jornalistas/Jornaleiros) obetenção de vaga? Sabem quantos professores com trinta e tantos anos de serviço e ainda continuam à procura de vaga para entrar no 5º escalão? Aqui não é só mérito e tempo de serviço, também precisa de ter sorte.

Depois fazem comparações entre topos de carreira com 34 e 120 anos, que grande asneirada, tanto os empregadores como os empregados e os sindicatos devem estar doidos para fazerem acordos destes com 120 anos de carreira. Quanto será a esperança de vida destes funcionários? Ena que assim até eu gostaria de ter uma carreira sabendo que poderia viver 150 anos. Só os dinossauros.

Julgam que somos parvos ou estão a chamar-nos burros, sem ofensa ao animal, que até é simpático e trabalhador. Estas TVs (eu vi a RTP1) só desinformam e deviam levar uma ripeirada.

Bisbilhotices